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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Scarlet -- Prólogo

Pra quem não leu o prólogo de Scarlet, o livro no qual estou trabalhando e pretendo terminar até Agosto. Relembrando que não é uma auto-biografia e sim a vida conturbada de um personagem homossexual que começa a se descobrir uma mulher, criado por mim, e narrado em primeira pessoa, então evitem perguntas do tipo "é você?" e não criem pré-conceitos. Agradeço quem já leu as duas primeiras partes já prontas e estão super ansiosos para verem o final da história toda, e acima de tudo agradeço o apoio e a motivação que vocês me dão.


Nunca soube lidar com essa história de ser menino. Nunca gostei de brincar de carrinho, usar bermuda, e camisetinhas, eu gostava mesmo era de brincar de casinha, ser a mamãe, mandar na casa. Sempre invejei minhas coleguinhas que usavam rabinho de cavalo no pré-maternal, pra falar a verdade nem sei porque vim em corpo de menino.



O que um garoto faz da vida, além de passar o dia todo falando de futebol na juventude, e depois na vida adulta se prender a uma mulher qualquer, casar, ter filhos, e engordar. Com todo mundo é assim. Mas com meus pais foi o contrário. Meu pai sempre vaidoso, com tudo. Cuidando do corpo enquanto minha mãe se acaba dentro de casa. Ele cuida do cabelo enquanto ela vai ao cabeleireiro por semestre.



Meu pai é O coroa, o trintão gostosão que qualquer garotinha de dezesseis coçaria a vagina pra sentar em cima. Eu particularmente acho que não só tem as de dezesseis como as de vinte também relaxando em cima do trintão.



Minha mãe é um doce, a mulher perfeita, a invejada da cidade, toda perfeccionista, recentemente escreveu um livro de culinária que quase virou um Best seller. Ela tem um futuro pela frente, mas é daquelas mulheres que se prendem ao homem de uma forma que a façam esquecer de si.



Eu sou Oscar. O filho único de 17 anos, a ovelha negra da família. Meu pai me recrimina até hoje por ter me pego embaixo do edredom com o meu primo aos quatorze. Minha mãe apenas consegue sorrir e dizer que é fase, logo em seguida entra pro quarto e chora como se o mundo fosse desabafar. Meu pai, o militar, homem da casa, sempre ausente, nunca com tempo pro filho. E assim eu fui crescendo.


Cresci nesse meio. Criando um mundo e descriando. Criando fantasias no meu quarto azul. ODEIO essa cor. Afinal, sempre preferi o roxo, ele é libertador. Pintaria toda a minha casa de roxo se possível, somente para me libertar desse inferno.



No colégio sempre abusam de mim, abusam por eu sempre ter andado com meninas, me sentir uma menina. Tinha um amigo, o nome dele era Eduardo, ele era gay, mas não contava a ninguém da sua orientação por jogar nos jogos estudantis do colégio. Ele só me encontrava as escuras no final do dia pra me contar o que acontecia nos vestiários. A gente bebia, fumava, e depois ele ia embora.



Era assim o tempo todo. No auge dos meus dezesseis conheci Otávio via internet, fomos nos apaixonando aos poucos. Todos os dias ele me dizia coisas fofas, me ligava, e a gente foi levando. Quando completei finalmente dezessete ele me pediu em namoro, eu aceitei, claro. Ele era lindo, era o marido que eu escolheria para passar o resto da minha vida ao lado, engordando, e indo de seis e seis meses ao cabeleireiro se possível. É loucura, mas eu por um segundo, me peguei pensando assim.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Avulso


 
" 'Sinto muito' São apenas duas palavrinhas." 
 
Sempre penso depois que você vai embora,
Quando percebo que eu estava agindo super errado e talvez egoísta;
Tão egoísta, que minhas atitudes quando sem folêgo pra respirar.

Quem foi que te disse que nós não precisamos dizer adeus?
Que nós não precisamos brigar e chorar...
Nós podiamos somente nos abraçar bem forte amanhã...
Talvez, amanhã.
Amanhã...
 
E é esse TALVEZ,
Esse 'talvez' que me nivela e nunca me dá a certeza do que está por vir, tornando todas minhas dúvidas iguais em relação a qualquer outra coisa existente nesse medíocre mundo. O que torna todos os homens iguais a qualquer sinal de vida que meu coração possa bombear ao se encantar com qualquer outro.

Escravos de nossos próprios vícios... 
Quem diria.
Tememos nossas próprias emoções.
Irônico, não é mesmo?

Ninguém sabe onde fica a praia.
Eu não sei, você sabe?
Estamos divididos por um oceano
O mesmo que te impede de remar até mim, 
O mesmo que o faz temer esse "re-amar".
 
Todavia a única coisa que eu tenho a certeza à cada porta que se é fechada, a cada virar da maré, e a cada despertar em meu quarto quente e contraditório é que essa resposta não é para nós. Definitivamente.

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