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quinta-feira, 7 de julho de 2011

"À deriva" Na verdade nem tanto.



É isso, sabe? A gente quebra a cara com um cara e rotula todos os carinhas fofos do mundo como babacas. E quando isso acontece a gente passa um bom tempo sozinho, completamente à deriva. Uma vez li um ex namorado dizendo em uma rede social "Deriva pra quê? Vou manobrar meu barco.". Vai lá ô babacão, eu prefiro deixar a maré virar, me recompor de um amor auto destrutivo, e recuperar sonhos que até então achei que estivessem desfeitos, prefiro me curar, juntar meus pedaços, cuidar de mim, estar pronto para outra, pra mergulhar no mar de novo. Mas o fato é, todos sabemos que estamos nesse medíocre mundo para aprendizado, as pessoas ensinam, a gente ensina, quebra a cara, aprende, levanta, ergue e até mesmo segue em frente, às vezes até cometemos o mesmo erro de sempre, eu particularmente vivo errando, mas daí eu penso: Quem nunca erra?

Parei de ficar procurando desesperadamente pela minha segunda metade como fazia quando tinha meus dezoito anos nas costas. Hoje munido de coragem posso aceitar e peitar o fato de que as coisas acontecem e que não adianta buscar por elas. Buscar aprisiona, esperar também, talvez, porém a chegada, o encontro, "o acontecer" é libertador. Às vezes me canso de tudo, acordo com a vontade de jogar tudo pro alto e mandar todo mundo praquele lugar, mas no minuto seguinte quero tudo ao meu redor de novo. Eu não me entendo, você me entende?

Recentemente me peguei passeando pelo passado. Relembrando alguns amores e os colocando em balanças. Pude ver o meu crescimento a fundo, a descoberta do meu limite, até onde posso chegar, e do que sou capaz. Todos eles serviram para alguma coisa, não me queixo, não me arrependo - mesmo quando digo que me arrependo. risos. Se pudesse viveria tudo de novo, jogaria tudo pro alto novamente, choraria jogado na areia da praia de Macaé, tatuaria um nome de Henna nas costas em Cabo Frio, bateria com uma camisa molhada na cara de um babaca deitado na minha cama, tomaria um banho de chuva regado a beijos na rua central da minha cidade, transaria em céu aberto em cima de uma Hilux, e até mesmo acreditaria em um "Pra Sempre" dito por você.

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