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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

I don't mind at all.


Eu não quero ir embora. Eu não quero ir embora, mas preciso. Eu preciso porque meu quarto já ficou pequeno pra mim, e ver a montanha e o sol que se esconde por trás dela todo fim de tarde já não me basta mais, assim como encher o meu mural com fotos de festas dos finais de semana com amigos.

Preciso, embora meus pais não entendam que eu também preciso viver a minha vida, assim como eles viveram a deles. Eu só quero fazer valer a pena, eu quero fazer acontecer, eu quero me encontrar. E se um dia eu voltar, Eu ainda serei o mesmo garotinho de sempre, porém mais crescido. Sair daqui me fez sentir mais. Sinto mais calor nas pessoas, sinto mais saudades das brigas com meus irmãos, sinto mais saudades das discussões idiotas que eu tinha com meus pais, sinto mais saudades, sinto mais amor. Sinto falta dos meus amigos, da minha cama, dos meus cachorros, do meu peixe.

Sinto falta de mim. Em contrapartida sinto falta, mas não quero de volta a pessoa que eu era antes, uma pessoa egoísta, limitada, e futil. Quero ter outras preocupações, quero ter outras coisas, quero priorizar o que eu vim buscar. Olho pra minha cama e vejo metade das minhas coisas empacotadas e penso: "Por que? Esse ainda é o meu quarto." Sim, é o meu quarto, mas não é mais o meu lugar.

Eu tenho um choro contido, um choro que não sai, um choro entalado na garganta que por sua vez está louca pra gritar, mas estou me contendo, e a cada dia me superando mais. Preciso voltar, mas não quero. Quero, mas não necessito. Pelo menos por hora!

Um comentário:

  1. Muito bom o texto, é acho que sempre que se tem vontade de deixar coisas pra trás a sensação sempre vai ser esta mesmo.

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