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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Vazio?!


 Recentemente meus amigos vem enfrentado uma luta para conseguirem me tirar de casa. Me sento ao computador, e vem um me falando de uma festa que terá no tal espaço acústica, ignoro. Entro no facebook e vem outro me dizer sobre uma que acontecerá na casa da matriz; ignoro novamente. No twitter, alguns reply’s me chamando para outras, ignoro mais uma vez. Levanto, encho minha canequinha da MARILIN MOROE (Não sei escrever. RISOS)  de água, e volto ao computador novamente. Me sento, e não encontro nada pra fazer, ninguém que atravesse a cidade pra me ver, ninguém que me ajude a vencer esses dias assombrosamente chatos, ninguém que me ligue no final do dia para saber como passei, ou me lembrar o quanto eu sou foda... é, ninguém!
  
Meu celular toca. É mensagem! “êee” Festejo. Vai que é o carinha do cinema, aquele com o qual tenho tentado algo bacana há semanas. Mas não, era mais uma mensagem de um dos meus amigos, um dos quais já havia conversado sobre as minhas preferências e prioridades atuais. Ele me chamava para ir em uma boate local, e adivinhe o que eu fiz? Ignorei novamente.
  
Boates e festas não tem mais enchido meus olhos, me encantado, me feito ter vontade de sair de casa, pelo contrário, algumas andam me metendo medo. Na verdade creio que seja maturidade, pois tudo é tão vazio nesses lugares que eu percebo que HOJE eu busco algo que vá além de pistas de danças com globos espelhados pendurados ao centro. Daí, ainda sentado e com o celular na mão, comecei a pensar no porque de estar agindo e pensando assim, e daí me veio um misto de acontecimentos na cabeça.
  
 A última vez  que fui a um bar, depois de beijar muito, saí de lá sozinho. A última vez que fui à uma festa de rua, beijei muito, e também saí de lá sozinho. A última vez que fui à uma boate, beijei muito, e saí de lá com um cara, mas confesso; foi para sexo casual, ou seja, saí novamente sozinho, pois sair com alguém assim é como voltar para a casa sozinho, pois no dia seguinte lá estará você de novo acordando em uma cama vazia. Em contrapartida última vez que sai de um cinema, voltei para casa acompanhado, e troquei SMS’s a noite, e a semana inteira com a minha companhia, e isso sim me enche os olhos, me dá curiosidade, me prende e me mantém fascinado naquilo que eu ainda não identifiquei – Naquele sentimento desconhecido, onde é um misto de gostar, com entusiasmo.
Daí conclui que, talvez, eu saiba que francamente o que eu procuro e busco para mim atualmente eu não vá achar em boates, bares, ruas, festas da vida – Talvez ache, mas quero acreditar que não mesmo.
  
 Hoje postei ao facebook “Nos dias de hoje, gripe está durando mais que amor.” E fiquei assustado com o número de pessoas que curtiram o primeiro post em quarenta e nove segundos. Os comentários foram de concordância, todos concordando com o que eu havia postado. E eu paro e me pergunto: Quando é que as pessoas se tornaram descartáveis? Quando é que nos tornamos objetos de sexo, meros objetos de prazer de outras pessoas?
    
E o que mais me nivela é: Quando é que nós – eu, você, ele, nós! – começamos a agir assim? Sei que pra responder a essa pergunta eu teria de aprofundar mais e mais. E nossa, eu estou com tanta preguiça... e é por isso que eu não saio de casa. Não estou mais a fim de coisas que terminam, hoje eu só quero algo que continue amanhã. E no meio dessa bagunça toda, eu me pergunto: Onde é que eu acho mesmo?


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