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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Assim.



Você me enviou uma foto do seu pescoço. Como quer que eu responda? Tudo bem, eu respondo. Olha, podemos dormir da maneira que você quiser. Com seus braços em tornos dos meus, como ontem. Podemos dormir no carro também, não tem problema. Não reclamo. Prometo!

"Como vai" você disse. "Me desliguei em um gancho errado, cansado de bater na madeira, é assim que eu vou indo" Eu quis responder. Mas me afundo em seus olhos, dois poços de lamas escuros, invendáveis, envolventes, não sei definir com precisão, um sorriso avassalador, fascinante, que me mata. De saudade, vontade, de tudo.

Com o coração do avesso, braços cansados, garganta inflamada, aqui estou eu. O único soldado em combate nessa guerra, e eu sou um idiota quando ainda torço por nós dois. E esse é mais um dos meus poemas, textos, e crônicas sobre nós, que você com o seu jeitão de 'homem gelo' ignora sempre. E eu também ando me esquecendo que eles existem.

Estou mantendo uma contagem, é como uma bomba relógio. As lembranças estão se desvanecendo enquanto chove lá fora, e o estrondo aqui dentro há preenchimento, eu sei. Você é o mesmo truque de sempre, e eu continuo caindo nesse jogo de matar ou morrer, o qual eu sempre morro. Ando me perdendo recentemente pelas ruas, ando longe, ando por aí, minha cabeça lá em você, lá atrás. E você anda por aí, anda em si, anda seguindo em frente, anda bem.

Como pode ver mais uma vez, escondida novamente em minhas palavras, mais uma carta que lhe escrevo e não lhe envio. E é assim que essa história termina, é assim.

2 comentários:

  1. Que lindo, adoro essas cartas, esses trechos que sempre têm remetente, mas tão ocultos.

    Beijo, Rey!

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  2. Caramba! De fato, essa carta "não entregue" me afloram sentimentos há tempos não vividos. Não sei se bons ou ruins, mas me deu uma saudade deles...
    Mais uma vez, parabéns pelos textos!

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