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sábado, 15 de fevereiro de 2014

VEM COMIGO!



- E se eu batesse na sua porta agora dizendo que eu cometi um crime e que eu não posso explicar nada, mas que no caminho você entenderia tudo, que eu iria fugir agora, porque eles estavam atrás de mim e queriam usar você como isca. Você viria comigo? – Ele perguntou.

- Eu espantaria. E sem perguntas, correria até o meu quarto, abriria o meu guarda roupas, passava a mão rapidamente por todos os meus cabides, jogaria naquela mala verde do meu tio, pegaria a minha pulseira. Fecharia o zíper da mala. Tiraria o meu pijama, e vestiria aquele meu vestido vermelho. Soltaria o meu cabelo. Colocaria uma rosa por trás da orelha. Te olharia enquanto você me via boquiaberto e espantado ainda na porta do meu apartamento. Seu olhar era de um cara “tonto”. E então, eu pegaria a arma do meu pai que fica em cima daquele armário, o jogaria em seu peito. Você o pegaria. E eu diria “Vamos dar o fora daqui!”. – Ela disse imediatamente sem medir as suas palavras.

Ele a olhou no fundo de seus olhos. Ela retribuiu aquele olhar. Um degrau acima, era essa a distância entre aqueles dois corpos. Ele na porta de seu apartamento. Ela, do lado de dentro, no vão da porta. Um pé para fora e outro para dentro. Uma aflição que o fazia olhar para todos os lados daquele corredor com pouca claridade. Ela estava calma.

Silêncio.

Respiração ofegante.

O som da gota d’água, da torneira do banheiro, ecoava em seus ouvidos.

Foi quando ele disse rapidamente.

- Olha, eu não posso te explicar agora. Eu cometi um crime. Você precisa vir comigo, eles querem me achar e vão usar você como isca. Foge comigo?

Os dois se olharam por alguns segundos até que começou toda a correria, em exatamente 47 segundos, ela já estava o beijando na porta de seu apartamento.

- Vamos dar o fora daqui! – Finalizou ela.


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