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quinta-feira, 24 de abril de 2014

RESENHA: O oceano no fim do caminho


Estava eu, em horário de almoço, pelo shopping, voltando ao trabalho, quando me deu na cabeça “Preciso ler um livro”. Não hesitei em parar na primeira livraria e ver a bancada de “mais vendidos”. Olhei rapidamente, porém atento a todos eles, e um em especial me chamou a atenção.

Capa azulada, título propício, uma garota se afogando na água. Virei para ler do que o livro se tratava, e em quatro linhas o autor havia resumido todas nossas lembranças de infância. Indagado, comprei logo o livro e comecei a lê-lo pelo caminho.

A escrita é em primeira pessoa, facilmente de se identificar, o autor não dá nome ao personagem principal, o que o aproxima ainda mais da ideia de ser um livro biográfico.

A estória começa com um homem voltando à cidade onde nasceu para um funeral, por um segundo, ele sai do funeral, pega o carro e percorre o caminho para chegar onde morara quando tinha 7 anos de idade. Estacionando o carro próximo a um lago, ele desce, olha fixamente para o nada e começa a se lembrar de sua infância. É aí que toda a emoção se dá partida.

O personagem tem 7 anos, apaixonado por livros, e excluído no colégio por não ser igual aos outros coleguinhas. “Rejeitado” pelo pai por não ser como os outros meninos que praticam algum tipo de esporte, aliás, ele troca qualquer tipo de esporte para ficar trancado no quarto lendo livros. Uma bela noite, seus pais reúnem ele e sua irmã na mesa de jantar para conversarem sobre algumas mudanças necessárias no cotidiano da família.

O pai explica que será necessário alugar um quarto da mansão para ajudar nas despesas da casa, uma vez que andam enfrentando dificuldades financeiras. O quarto é alugado por um mineirador rico Sul Africano que por ter muito dinheiro e se sentir infeliz, se mata dentro do carro da família do garoto. 
Logo na sequência, nós conhecemos a fazenda hempstock, onde moram 3 mulheres. Lettie Hempstock, Ginnie (mãe de Lettie) e a velha Hempstock (vó). Enigmática, Lettie leva o garotinho para a fazenda e o apresenta um mundo fantasioso (ao estilo de Nárnia), no qual ele conhece vários animais de outro mundo e fica encantado com tudo o que vê.

Após voltar da fazenda, ele leva consigo, sem saber, Ursula Monktom. Nail Gaiman, consegue nos trazer o terror as cenas nas quais Ursula aparece e consegue nos prender do início ao fim sem nenhuma dificuldade. Sua narração não é cansativa e os fatos são facilmente explicados e a sensação é passada aos leitores de uma forma que os faça sentir o que os personagens sentem.

Fiquei extremamente encantado com o livro, o li em uma semana. Teria lido-o em um ou dois dias, porém, pela falta de tempo não pude. Infelizmente. Mas o li com calma e já o indiquei a maioria de meus amigos, porque o livro é simplesmente foda.

Agora você deve estar se perguntando: Mas por que “O oceano no fim do caminho?”

O oceano na verdade é o nome dado a um lago, que por sua vez é do tamanho necessário que precisa ser.

O Oceano no fim do caminho nos traz lembranças de nossa infância e caso você tenha a vivido nas décadas de 60 ou 70, facilmente irá se adaptar aos fatos narrados. Particularmente, não tive problemas em me encaixar em alguns dos sentimentos de um garoto de sete anos. Pude entender, sem nenhuma dificuldade, seus traumas e causas e mergulhar sem medos no Oceano.

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