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segunda-feira, 21 de março de 2011

Fora do meu aquário

 
Minha vida é um aquário, sou aquariano, repleto de personalidades, posso ser o que você quiser, basta você me pedir. Repleta de temporadas é a minha vida, e como cada temporada busca mudança eu busco coisas novas, todos os dias. Toda manhã quando acordo antes de seguir com a minha rotina eu limpo meu aquário, e hoje ao acordar vi que algo ainda estava por inteiro naquela água verdeada de sujeira e hipocrísia, era sua presença, não fazia mais sentido você estar lá, acabou, eu te tirei da minha vida, porém você ainda estava lá, vi você mergulhando perfeitamente nu, como se buscasse alguma coisa, algum refúgio, como um leão faminto você me procurava, era apenas pra me ferir, eu sei. Convenhamos, não faz sentido, como nunca fez. Por isso te quero fora do meu aquário, hoje quando me levantei peguei toda aquela água e derramei sobre a pia em água corrente, parece loucura, eu sei. Esfreguei até tirar todo o resto de você, todas as cores que lembravam a tua presença acinzentaram-se, logo depois troquei as cores por mais vivas, mais chamativas, completei com água limpa, e coloquei peixinhos novos, isso mesmo, peixinhos novos, no plural. Não te quero mais nadando por aqui. Não quero mais esse redemoinho que me envolve, me afoga, me machuca e me traz "você" embaixo de toda essa água feito um mar em fúria me segurando e impedindo de que eu nade em meio essa tormenta, quero poder nadar tranquilamente, não quero mais nadar em meio a tantos tubarões. Apenas desça, desça por esse ralo, pra sempre. E se esse "pra sempre" não existir vá por enquanto. Apenas vá pra longe, pra bem longe desse meu aquário chamado coração.



[Esse é o desfecho de um texto que escrevi e não postei no blog. Achei que poderia melhorá-lo por isso ainda não o postei, mas gostei do final, por isso o divido com vocês. Eu só queria postar algo, por isso o coloquei. Espero que gostem]





segunda-feira, 14 de março de 2011

Difícil é se atirar do edifício.

Se você quiser, só se você quiser
Te dou meu coração
Arranco ele do peito com canivete
Dói um pouco mas depois passa
Como tudo passa; o trilho, o trem, o tempo, o vento

Se você quiser, só se você quiser
Te dou minha mão, meu pé
Uma perna, um braço
Sem eles eu passo muito bem, juro.

A dor que me dói, também conforta
Dói um pouco e pouco me importa
Morrer de amor

Morrer de amor não é difícil, 
Difícil é se atirar do edifício.

quarta-feira, 2 de março de 2011

A carta que eu não mandei...




Hey B.

Como anda a vida? Como anda você? Conte-me as novidades, traga um champagne ao "meu apartamento", vamos sentar na sacada e rir de tudo isso, gargalhar até a madrugada como faziamos antigamente, conte-me dos seus dias, suas loucuras, seus casos extra-curriculares [risos]. É tudo que eu queria saber sobre você, mas não consigo, sempre quando tento me lembro do que aconteceu entre nós, lembro-me do quão longe você chegou para escalar a "vida" que planejara. Sempre soube que era capaz de tudo, porém não sabia que seria capaz de tudo comigo. Sabe como eu penso mil vezes antes de fazer as coisas não é mesmo? Pois então, essa semana peguei inúmeras vezes meu celular para lhe enviar uma sms simples, te proteger de certas coisas que eu vejo acontecer por aqui, que está arruinando com a sua reputação, mas sempre deleto a mensagem quando chego ao ponto final, eu não posso. Mas espera, quem está arruinando com você mesma é você, pense. Sei das suas metas, sei do que você quer pra sua vida, mas o final feliz é coisa de cinema, ou casos a parte, não arruine sua vida, lembre-se dos nossos conselhos, lembre-se do que eu sempre falei a você. Ahhh... E eu vou bem. Comecei a estudar, sim, a faculdade está sendo tudo de bom, conheci várias pessoas, o curso então, nossa, estou super empolgado, acho que vou me superar, mesmo sendo tão difícil às vezes, e me dando uma louca vontade de "desistir". Queria poder falar do meu namoro também, do quanto está me fazendo bem, de todas as coisas boas, mas algo me retém, fico com receios de comentar pelo que nos aconteceu a dois meses atrás. E quero que saiba que por mais que eu não sinta sua falta, lá no fundo, bem lá no fundo mesmo, me vem uma nostalgia dos nossos velhos tempos, quando pessoas me perguntam por você respondo que não tenho notícias suas, e isso me dói. Não quero me lembrar da amiga que tive em Novembro/Dezembro, e sim da amiga que tive desde os "Dez" anos e que partiu pra bem longe de mim em Novembro do ano passado, deixando tantas coisas boas para trás, tantos momentos, e arruinando tudo que já vivemos. Quando comento com alguém sobre o ocorrido, eles perguntam "Mas vocês eram tão amigos..." eu respondo "Sim, nós éramos" deixando o verbo SER literalmente no passado.

Mas, amiga, e se o tempo estiver estragado tudo de bom que tivemos? 
Com certeza ele o fez. 
E se não tivermos toda aquela sintonia mais? E se ambos estivermos mudado? 
Com certeza mudamos. Nunca fomos iguais, e talvez hoje estejamos mais diferentes ainda um do outro...

Não quero falar sobre isso, ao final dessa pequena "carta" quis apagar por completo todas essas palavras que saíram com uma facilidade enorme, fechar a janela e continuar o meu trabalho, mas não, quero poder vencer esse medo, quero enfim poder falar sobre nós desde o fim, Quero que leia isso, se um dia chegar, não tenha preguiça de ler um texto enorme assim, como sempre teve. Se não o fizer será um enorme descaso, assim como foi no término de nossa amizade. Quero que lembre-se de uma frase que te disse inúmeras vezes:

"NUNCA DEIXE COM QUE O MEDO DE PROSSEGUIR E FRACASSAR NOVAMENTE O IMPEÇA DE CHEGAR ONDE QUER, SEMPRE SE É PERMITIDO COMEÇAR DE NOVO, E A NOSSA FAMÍLIA É A NOSSA CASA, A CASA, E A MELHOR CASA DO MUNDO É SEMPRE A NOSSA, NÃO É MESMO?"

Enfim, meu querido ex-eterno-melhor-amigo,

Levante e sacuda a poeira sempre de tudo que lhe faz mal, como eu faço e fiz com a nossa amizade que se perdeu no tempo.

E o champagne? Ahhhhhh... Qualquer madrugada dessas você vai se sentar em algum lugar com completa nostalgia de ser feliz, daí é só dizer "Garçom, por favor, desce um champagne"....

Com amor,
Rey.





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