Pages

Seguidores do Rey

terça-feira, 7 de agosto de 2018

O tempo acontece!

Ontem estava procurando por algo em minha página do facebook e por consequência acabei caindo em meu álbum de fotos, na categoria de “Fotos em que fui marcado”. A foto que vocês estão vendo me chamou bastante a atenção e me fez refletir um pouco sobre relacionamentos, sobre a vida, sobre o tempo.


Olhando essa foto eu me perguntei “Por que eu perdi o contato com algumas dessas pessoas?” e a resposta é óbvia. As vezes a vida acontece. Te joga pra outro lado, traça um outro caminho e então os caminhos que estavam paralelos se tornam opostos e cada um segue em uma direção com objetivos diferentes e os assuntos mudam, os amigos mudam, as rotinas mudam.

É "a vida te vira pelo avesso e as vezes você descobre que o avesso era o seu lado certo".

Vou falar de cada um por ordem que se encontram na foto.

O Well, era sempre o mais calado do grupo, quase não falava muito, não mandava mensagens, acredito que quase nem lia as milhões de mensagens diárias que trocávamos entre a gente. Eu gostava dele. Engraçado. Olhos verdes. De bom coração. Mas o vi na Smart da Afonso Pena no Rio, tão diferente, treinando costas e nem sequer olhou pra minha cara 3 anos após eu ter me mudado para São Paulo. Well, espero que esteja tudo bem contigo! Eu poderia ter ido falar com ele, mas não fui. Despois fiquei um bom tempo remoendo por qual motivo ele não veio falar comigo, mas por qual motivo eu também não fui? É mais fácil culparmos sempre alguém do que nós mesmos. Obrigado, Well, por me ajudar a refletir sobre isso.

O Rangel sempre foi dedicado, acompanhei boa parte da luta do Rangel pela busca do trabalho dos seus sonhos e o reconhecimento que ele almejava. Não lembro se ele conseguiu, mas espero que tenha conseguido, nunca mais falei com ele após ter me mudado. Meses atrás vi uma foto dele por São Paulo. Ele poderia ter me avisado, mas não avisou. Eu poderia ter enviado alguma mensagem, mas também não enviei. Nunca mais nos vimos.

O Yago e o Charles não namoram mais. Que pena! Eram um casal tão incrível, ou pelo menos aparentavam ser. Apaixonados. Fofos. Diferentes. Incríveis. Yago sempre foi mais na dele, nunca foi de falar tanto, mais tímido. Também nunca mais conversamos após eu ter me mudado. Tentei falar algumas vezes, em poucas palavras fui respondido. Poderia ter procurado mais, mas também não procurei.

O Maurício, morava do lado da minha casa, sempre chegando atrasado nos rolês, demorava 1h pra sair de casa para irmos para a academia. Era o mais cabeça, o mais velho, consciente e muito justo. Nos falamos bastante após eu ter me mudado, mas o contato foi ficando escasso, encontrei com ele uma vez aqui em São Paulo, foi tão maravilhoso ver ele depois de quase 1 ano, mas depois disso nunca mais nos falamos. Vamos marcar? Vamos! Nunca marcamos. Ele tá bem, enfrentou um grande dilema entre ficar no Rio ou voltar pra Lins, foi pra Sorocaba. Mostrou que não precisa ser 1 coisa ou outra, pode ser simplesmente 1 outra coisa. Obrigado, Maurício por também mostrar que não precisamos escolher sempre entre 1 coisa ou outra.

Léo Rodriguez trocou de número por causa de um ex psicopata. Deletou as redes sociais. Nunca mais nos falamos. Obrigado, Léo, por ter me mostrado que eu não fui o único que passou por uma situação semelhante e que não podemos nos amedrontar nunca. Uma pena você ter fugido.

Tentei ver o Jhon uma vez, mas também não consegui, a minha rotina de São Paulo não deixou. Ele esteve aqui antes de ir visitar a família na Colômbia. O Jhon foi uma surpresa. Ele parecia só um gringo qualquer que tinha ido para o Rio de Janeiro curtir a vida, mas ele era muito mais que isso. Inteligente, cursando mestrado em área de química, adorador de séries e músicas alternativas. Lembro quando ele foi em casa e ficamos um bom tempo falando de músicas e livros. Não sabia que eu tinha um amigo com tanta coisa em comum. Jhon desistiu do Rio e voltou pra Colômbia. Nosso contato também ficou escasso. Obrigado, Jhon por ter me mostrado que os meus problemas não são os piores do mundo e que é preciso olhar sempre com carinho para as outras pessoas porque nunca sabemos pelo que elas podem estar passando.

Charles encontrou a beleza da dor. A perda ensinou a ele coisas maravilhosas, espero que ele tenha ciência disso. Embora talvez ele pense que está mal sem o Yago, eu acredito que ele nunca esteve tão bem. Nunca vi telas tão incríveis pintadas por ele quando namorava e continuou com a essência de ser quem ele sempre foi. Criativo. Olhar clínico para tudo. Engraçado. E quer saber de uma coisa? As fotos do ex ainda parecem ser tiradas por ele. Sempre fico na dúvida, se estão se vendo fora dos holofotes ou não quando vejo algum post dele. Acho que a música “Te ensinei certinho” da Ludmilla nunca caiu tão bem pra uma pessoa. A gente ainda se fala, não tanto quanto eu gostaria, mas a gente se fala. Obrigado, Charles, por mostrar que a gente contagia as pessoas quando nossa essência é forte e verdadeira. Você também foi um exemplo de resistência (sabe do que eu estou falando!).

Victor é o mais antigo amigo e a maior surpresa de todos. Conheci o Victor através do Orkut, uma vez fomos pra uma festa juntos - no Bar da Rampa - e depois disso nunca mais nos falamos até irmos para uma trilha juntos e nos tornarmos melhores amigos ever. Victor era preso a um relacionamento meia boca e começou a perceber as delícias de viver a vida e se descobriu cada vez mais que saia com a turma inteira, sendo para trilhas ou para baladas. Victor teve um papel incrível na minha transição Rio > São Paulo. Viemos para SP juntos antes de eu me apaixonar e me mudar para essa cidade. Obrigado, Victor! Se não fosse aquela viagem, talvez eu nunca teria tido a oportunidade de conhecer o Miguel e não tinha tido a oportunidade de voltar para realizar as minhas entrevistas. Victor no último final de semana me mandou áudio, ele que sempre soube que eu detesto receber áudios, me mandou logo 2 de uns 20 segundos cada. Eram músicas que estávamos acostumados a ouvir juntos e que fez parte da nossa história. Aquilo me encheu de saudade e nostalgia. Obrigado mais uma vez!

Léo Lima, uma relação de amor e ódio. Um jeito peculiar. Difícil de aturar. 20 anos, na época. Deve ter uns 23 ou 24 agora. Espero que esteja maduro e melhorado. Você não é uma má pessoa!

Queria que cada um dessas pessoas soubessem que, embora eu não compartilhe lembranças anuais que o facebook esfrega na minha cara e marque vocês, eu guardo todos em mim e cada um, com o seu jeitinho, fez parte da minha história. Eu que sempre fui difícil de fazer amizades, tive tão rapidamente uma turma de amigos incríveis e legais. Isso me ajudou a ser quem eu sou hoje. Uma pessoa mais bem sociável, que consegue respeitar o jeito de outra pessoa e me relacionar melhor com alguém que seja diferente de mim.

Quanto a mim? Quando vocês me conheceram eu era a pessoa mais sozinha e triste (acredite) do mundo. Não tinha muitos amigos, meus amigos eram pessoas do meu trabalho, e eu havia acabado de ser chutado de um relacionamento que tinha como o meu chão. (Justo a fria da aquariana né?). Eu ligava para a minha mãe todos os dias, aos prantos desejando morrer, por me sentir sozinho e por minha vida não fazer sentido, por conseguir estragar todas as coisas nas quais eu colocava as mãos. Não era por causa de término de relacionamento, era devido a solidão que é a pior coisa do mundo, uma dor, um vazio estrondoso que dá eco. Vocês foram incríveis para mim. Obrigado a todos vocês. Minha mãe nunca ficou tão feliz por eu ter feito uma grande quantidade de amigos como fiz. Inclusive quando disse que iria me mudar a primeira coisa que ela me falou foi "Logo agora que você fez amigos?". Sim. Eu preciso ir atrás de alguma razão pra minha vida. Foi por isso que eu saí do Rio, eu era uma pessoa depressiva e prestes a cometer uma loucura. (vocês nunca perceberam. não é mesmo?). Então, obrigado mais uma vez!

Não fomos amigos porque somos iguais. Fomos amigos porque éramos diferentes e isso nos fazia mais fodas ainda. Fazia com que outras pessoas quisessem estar em nosso grupo, sair com a gente. Vocês se lembram? Nós éramos maravilhosos juntos. Por mais longe que morávamos, por mais diferentes que éramos, a gente sempre conseguia estar juntos. Saíamos 2h mais cedo de casa para chegar às 10h ou 9h no ponto de encontro. Subíamos morro. Tirávamos fotos. Virávamos memes. Brincávamos de The Voice no grupo, BBB, entre outras.

Fomos amigos porque vocês me salvaram.

Obrigado!

Finalizando o post ao som de Broadwalks:

quinta-feira, 23 de março de 2017

Start a r̶evolution -



Este texto é pra você LGBT que enfrenta lutas diárias constantemente, sendo em casa, fora dela, no trabalho, no colégio, na faculdade, ou em qualquer lugar que seja. Estando em uma cidade pequena, em uma capital, em um país mais avançado, ou até mesmo em outro mundo.

Saiba que não há nada de errado em você, o problema está nas outras pessoas. Ser da forma que você se sente bem, se vestir da forma com a qual você quer e buscar o que você acha ideal PARA A SUA VIDA, sem afetar ninguém de forma negativa, não dá à outras pessoas o direito de virem apontar o dedo na sua cara como forma de criticar-te por suas atitudes ou te dizer como você deve agir perante os modelos e limites impostos pela sociedade.

Quem foi que definiu o que é certo e o que é errado? A forma certa com a qual devemos viver a vida é a que foi escrita naquele livro da época dos primórdios que é o maior best seller mundial, que aliás até um Game Of Thrones consegue ser mais interessante que aquelas histórias paralelas e de diversos pontos de vista? Até eu comeria uma maçã se estivesse entediado em um paraíso preso com 1 pessoa do sexo oposto e 1 cobra, que por sua vez era falante.

Nunca permita com que ninguém te coloque para baixo. Te diminua. Te deixe triste ou tente fracassar os seus planos e objetivos por algo que você quer e busca em sua vida. Viver em conflitos com você mesmo, tentando entender se o que você está fazendo é realmente errado pelo simples fato de uma parte da massa da sociedade não aceitaria quem você realmente é, já é o suficiente.

Se algumas pessoas soubessem o que nós, LGBT’s, passamos tanto em conflitos internos quanto externos, elas nos abraçariam sem que nós pedíssemos.

Eu era chamado de bichinha no colégio porque a minha letra cursiva era bonita e diferente dos meninos da minha idade, meus trabalhos de colégio sempre foram os mais caprichados porque eu sempre enfeitava demais as capas e isso era coisa de menina. Aos 10 anos minha mãe teve que pedir a diretora do colégio em que eu estudava para que eu não fizesse mais educação física porque o professor tinha me chamado de gay, porque em suas aulas SUPER DIDÁTICAS, este mesmo ser só passava futebol para os meninos e queimado para as meninas, e os meninos NÃO PODIAM BRINCAR DE QUEIMADO.

Houve uma época no colégio em que antes do intervalo eu descia uns 5 minutos mais cedo, antes do sinal tocar, para comprar merenda porque para que eu chegasse até o local eu teria que passar por uma quadra e se os meninos estivessem lá já no intervalo eles chutavam a bola em mim e no meu outro amiguinho.

Aos 14 anos eu havia perdido o tesão pelas as aulas de educação física, e pedi assim que a minha mãe conseguisse um atestado para que eu ficasse isento dessas atividades porque eu simplesmente me sentia envergonhado por não brincar de futebol como os meninos. Aí as haters me odiaram ainda mais, porque o professor me passava um trabalho manuscrito pra fazer que na época eu copiava do wikipedia e tirava 10, e quem fazia as atividades de educação física ficava com menos nota que eu. Vai entender...

Nas leituras coletivas das aulas de redação, quando a professora pedia os alunos para lerem, eu sentia aflição quando ia chegando próximo a minha vez, porque sempre tinha algum engraçadinho que fazia piadinha.

Hoje, felizmente, os tempos são outros (ou não), mas há um tempo que não me lembro de ter sofrido qualquer tipo de piada ou atitude que me fizesse remeter a algum trauma de infância. E por não fazer mais parte do meu cotidiano penso que as pessoas tenham melhorado, mas não. Além desses, vários outros comportamentos desrespeitosos com nós gays, lésbicas e trans ainda existem. Sejam nas escolas, nas ruas, ou em casa. Isso ainda está latente em nossa sociedade e ainda me choca, me entristece. Eu sinto vontade de abraçar essas pessoas, e dizer: Vem cá, eu te entendo. Continue lutando. Vai dar tudo certo. Seja quem você e nunca deixe ninguém te dizer o que você tem que fazer. É a sua vida!

A situação com os nossos pais é um pouco diferente porque eu penso que não podemos simplesmente enfiar goela abaixo algo completamente diferente da criação que eles tiveram na geração deles. Fazer com que eles aceitem a nossa condição de uma hora para a outra. Leva-se tempo para que eles entendam e consigam digerir esta ideia pois não há nada de errado conosco e o nosso caráter e essência permanecerá o mesmo. Mas enquanto isso não acontece vejo ainda pessoas que são machucadas por palavras dentro da própria casa por motivos banais, por pessoas que deveriam simplesmente acolhê-las. Não só por palavras, quantos crimes nós não vimos por aí envolvendo LGBT’s?

Eu não escolhi gostar de menino. Eu não escolhi sentir prazer por traços masculinos, ver beleza em um ombro largo, em uma barba mal feita, eu não escolhi. Mas se eu pudesse, ahhhh se eu pudesse escolher, escolheria tudo de novo. Porque ser quem eu sou, é maravilhoso. As gays são ótimas, elas conseguem ser engraçadas, e em discussões você nunca sabe se está sendo elogiado ou se está sendo criticado. Elas fazem piadas com tudo. Isso é tão lindo e feliz.

Se alguém me chamar de “Gay” hoje eu me sinto orgulhoso e extremamente elogiado, embora eu ainda consiga passar por hétero. Os gays são pessoas maravilhosas, cada um com a sua peculiaridade, são fortes e rústicos, inteligentes, criadores dos maiores memes da internet. O que seria do mundo se não fosse a gente, não é mesmo? Abrace a sua amiga gay, acolha esses serumaninhos, e diga-os: Eu te admiro!

Essa imagem define o que nós somos. Há uma luta diária todos os dias, e mesmo assim conseguimos mascarar todas essas feridas com curativos meigos e fofos de uma forma criativa. E ainda continuar agindo como se nada.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Nirvana - Oh, Me (Unplugged In New York)



"Se eu tivesse que recuar um sorriso. Ah, se eu pudesse tocar sentimentos, eu perderia a minha alma. Do meu jeito. Não tenho que pensara, só tenho que fazer. Os resultados serão sempre perfeitos, mas isso é só uma notícia velha.

Você gostaria de ouvir a minha voz adocicada pela emoção e inventada em seu nascimento? Eu não posso ver o meu fim. minha extensão não dá para se enxergar. Eu formulo o infinito e guardo fundo dentro de mim."

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

RESENHA - SCARLET por Semitons #02 - Scarlet - Reynaldo Araújo

Saiu um comentário super fofo no canal SEMITONS sobre o livro SCARLET. Nele, o leitor Guilherme Viana, nos conta detalhadamente sobre como a personagem impactou positivamente em sua vida e como a história o cativou do início ao fim. Vale a pena escutar!
 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Não me perguntem por ele. Não me perguntem se estou bem. Não me perguntem o que aconteceu.

É complicado responder a um questionário tórrido quando todas suas tubinas estão enfraquecidas.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...