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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

DISPERSOS (n. 2)



É irônico pensar que grandes amigos podem se tornar grandes estranhos, grandes amores podem com o passar do tempo se tornar experiências infrutíferas, sobretudo é doloroso saber que um mural de fotos com todas essas recordações dói mais que todas as lembranças.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sara Bareilles - Gonna Get Over You



Hoje rondando pelo youtube, e ouvindo músicas da Sara, achei esse clipe, super fofinho, e assistindo pela décima milésima vez decidi postar ao blog, por super ter me identificado com a letra. Espero que gostem, assim com ela, quero sair por aí contagiando pessoas, ambientes.

E a música diz mais ou menos isso:

Adeus. Eu já deveria ter te falado isso, não é mesmo? Estabelecendo as regras da minha vida, achei que poderia ter deixado pra depois. Eu tenho uma lingua grossa que ferve as palavras não faladas, que deveriam ter sido faladas, pra alguém. Alguém errrado. Eu digo a mim mesma que vou deixar essa história terminar, e deixar meu coração descansar na mão de outro. Meu coração, e não eu. Filosófico, não?! E eu digo: E como é que eu vou te esquecer? Eu sei que ficarei bem, mas não hoje. Um dia eu quis que você desejasse que estivesse ficado, mas não hoje. "Talvez" é uma palavrinha tão viciante, que chega a me matar. Me mantem machucada e me força a ficar pendurada por suas mãos.

Bom, chega. Não vou implorar por uma chance na sua porta. Se eu fizer isso enquanto penso em você... Eu não serei mais eu!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

I don't mind at all.


Eu não quero ir embora. Eu não quero ir embora, mas preciso. Eu preciso porque meu quarto já ficou pequeno pra mim, e ver a montanha e o sol que se esconde por trás dela todo fim de tarde já não me basta mais, assim como encher o meu mural com fotos de festas dos finais de semana com amigos.

Preciso, embora meus pais não entendam que eu também preciso viver a minha vida, assim como eles viveram a deles. Eu só quero fazer valer a pena, eu quero fazer acontecer, eu quero me encontrar. E se um dia eu voltar, Eu ainda serei o mesmo garotinho de sempre, porém mais crescido. Sair daqui me fez sentir mais. Sinto mais calor nas pessoas, sinto mais saudades das brigas com meus irmãos, sinto mais saudades das discussões idiotas que eu tinha com meus pais, sinto mais saudades, sinto mais amor. Sinto falta dos meus amigos, da minha cama, dos meus cachorros, do meu peixe.

Sinto falta de mim. Em contrapartida sinto falta, mas não quero de volta a pessoa que eu era antes, uma pessoa egoísta, limitada, e futil. Quero ter outras preocupações, quero ter outras coisas, quero priorizar o que eu vim buscar. Olho pra minha cama e vejo metade das minhas coisas empacotadas e penso: "Por que? Esse ainda é o meu quarto." Sim, é o meu quarto, mas não é mais o meu lugar.

Eu tenho um choro contido, um choro que não sai, um choro entalado na garganta que por sua vez está louca pra gritar, mas estou me contendo, e a cada dia me superando mais. Preciso voltar, mas não quero. Quero, mas não necessito. Pelo menos por hora!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Pensando em você




Se você acordar e tentar se encontrar, e se por um instante se pegar sozinho, pegue o telefone e me ligue. E eu vou dizer: Vamos chutar esse dia juntos. Vou correndo verificar se meu coração ainda bate por você, vou deixar você ficar, vou deixar você me ver sorrir. 

Hoje quando acordei eu tive a certeza que nosso amor se enferrujou, e através dessa janela eu vejo um dia melhor. Talvez eu feche as cortinas, talvez não. 

Talvez eu apague a luz, mas minha luz é você. 
Você é meu vazio, as cores mais bonitas de um vestido de verão, meu amor, você está em todas as coisas que caem do céu. O Sol, a chuva, a lua, a luz. 

Apesar de tudo, eu irei lhe abraçar quando se sentir necessitado.
Por isso querido, não chore, apenas inspire e expire. 
Você não está sozinho!


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

De longe.



Eu tenho que ligar pra todo mundo. Encontrar tanta gente.
Eu tenho que sair, combinar o próximo carnaval, o próximo reveillón, eu sou de fazer planos, isso de viver o presente nunca foi meu forte.

Eu tenho que dar satisfação aos outros, em geral eu gosto que me cobrem, preciso que sintam a minha falta.
Quem vai, o que vai ter, que horas?
Eu vou, eu quero estar em qualquer lugar, eu e essa minha mania de ser do mundo.

Eu tenho arquitetado muitos planos de fuga. De qualquer canto da minha casa dá pra ver a porta. Só moro com muita janela.
Eu olho pra fora, confiro a validade do passaporte. Saber que só existe oxigênio aqui na Terra me dá claustrofobia.

Eu tenho planta, cachorro, peixe, coelho, tartaruga... Eu crio raiz o tempo todo, mas sempre achei fácil ir embora. Não é contradição, apenas conheço minha força: sei que aguento minha bagagem.
Qualquer coisa ponho tudo numa caixa: planta, casa, cachorro, raiz, escrevo FRÁGIL do lado de fora (ou de dentro) e me mudo.

Eu tenho pressa. Eu tenho que ir, eu sempre vou.
Mas agora quando vou tentar sair, você me prende.

Sentado no sofá, lendo, sem me encostar, você me segura. Parado, calmo, de longe: eu fico.

Eu tinha que fazer tanta coisa.
Sorte que hoje cedo reli Manoel de Barros: o melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário.

Eu tinha que conquistar a Ásia, Europa, e mais 17 territórios à minha escolha, mas você só me dá vontade de ler poesia.


domingo, 12 de fevereiro de 2012

DOMINGO



Sento para contar dos meus desesperos e vejo que estou calmo. Ele me desinspira. Desconstrói o meu sarcasmo, me faz achar bom o pouco, o simples. Ri da minha complexidade, dos meus profundismos. Não cai nas minhas armadilhas, nem naquelas que sempre funcionaram tão bem, até comigo mesmo.

Ele ridiculariza minhas grandes sentenças de morte, de impossibilidades, de não posso mais viver assim. Hoje é domingo e tem sido domingo desde então.

E não é que ele seja tolo, ao contrário. Burrice é achar que ser profundo é a mesma coisa que ser difícil. Quem é bom em criar problema em geral se acha um gênio, mas é só desespero. Não tem nada mais superficial que um grito: você pode assustar todo mundo mas no final é você que fica com a garganta inflamada.

Ele me faz calar a boca e é assim, em silêncio, que eu gosto mais de mim.

Pode não ter muita graça o que escrevo, mas estou satisfeito em ser ordinário. E é tão bom que, de repente, não quero mais o desconforto como tema.

Vou inventar um jeito de ser interessante e feliz ao mesmo tempo.



terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Sonho



Que jovem nunca sonhou em morar sozinho? Ou sair por esse mundo sem rumo, só com uma vontade louca de conhecer lugares novos, e aprender com seus próprios erros. Que jovem nunca se cansou de tudo e de todos, e daria tudo pra fugir um pouco pelo menos por um instante?!

Felizmente conseguimos um instante de lucidez e percebemos que são sonhos inconsequentes talvez, lembramos de cada momento feliz, cada sorriso sincero, existe saudade ate mesmo das brigas e regras chatas que tinham de ser cumpridas, dos incríveis momentos vendo filmes com os amigos, tirando fotos toscas e sorrindo sem ter porque... 

E no fim de tantos pensamentos contraditórios, o tempo que passou com sua família, amigos, te traz lembranças tão boas que talvez valesse mesmo á pena ter voltado desse sonho.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Vazio?!


 Recentemente meus amigos vem enfrentado uma luta para conseguirem me tirar de casa. Me sento ao computador, e vem um me falando de uma festa que terá no tal espaço acústica, ignoro. Entro no facebook e vem outro me dizer sobre uma que acontecerá na casa da matriz; ignoro novamente. No twitter, alguns reply’s me chamando para outras, ignoro mais uma vez. Levanto, encho minha canequinha da MARILIN MOROE (Não sei escrever. RISOS)  de água, e volto ao computador novamente. Me sento, e não encontro nada pra fazer, ninguém que atravesse a cidade pra me ver, ninguém que me ajude a vencer esses dias assombrosamente chatos, ninguém que me ligue no final do dia para saber como passei, ou me lembrar o quanto eu sou foda... é, ninguém!
  
Meu celular toca. É mensagem! “êee” Festejo. Vai que é o carinha do cinema, aquele com o qual tenho tentado algo bacana há semanas. Mas não, era mais uma mensagem de um dos meus amigos, um dos quais já havia conversado sobre as minhas preferências e prioridades atuais. Ele me chamava para ir em uma boate local, e adivinhe o que eu fiz? Ignorei novamente.
  
Boates e festas não tem mais enchido meus olhos, me encantado, me feito ter vontade de sair de casa, pelo contrário, algumas andam me metendo medo. Na verdade creio que seja maturidade, pois tudo é tão vazio nesses lugares que eu percebo que HOJE eu busco algo que vá além de pistas de danças com globos espelhados pendurados ao centro. Daí, ainda sentado e com o celular na mão, comecei a pensar no porque de estar agindo e pensando assim, e daí me veio um misto de acontecimentos na cabeça.
  
 A última vez  que fui a um bar, depois de beijar muito, saí de lá sozinho. A última vez que fui à uma festa de rua, beijei muito, e também saí de lá sozinho. A última vez que fui à uma boate, beijei muito, e saí de lá com um cara, mas confesso; foi para sexo casual, ou seja, saí novamente sozinho, pois sair com alguém assim é como voltar para a casa sozinho, pois no dia seguinte lá estará você de novo acordando em uma cama vazia. Em contrapartida última vez que sai de um cinema, voltei para casa acompanhado, e troquei SMS’s a noite, e a semana inteira com a minha companhia, e isso sim me enche os olhos, me dá curiosidade, me prende e me mantém fascinado naquilo que eu ainda não identifiquei – Naquele sentimento desconhecido, onde é um misto de gostar, com entusiasmo.
Daí conclui que, talvez, eu saiba que francamente o que eu procuro e busco para mim atualmente eu não vá achar em boates, bares, ruas, festas da vida – Talvez ache, mas quero acreditar que não mesmo.
  
 Hoje postei ao facebook “Nos dias de hoje, gripe está durando mais que amor.” E fiquei assustado com o número de pessoas que curtiram o primeiro post em quarenta e nove segundos. Os comentários foram de concordância, todos concordando com o que eu havia postado. E eu paro e me pergunto: Quando é que as pessoas se tornaram descartáveis? Quando é que nos tornamos objetos de sexo, meros objetos de prazer de outras pessoas?
    
E o que mais me nivela é: Quando é que nós – eu, você, ele, nós! – começamos a agir assim? Sei que pra responder a essa pergunta eu teria de aprofundar mais e mais. E nossa, eu estou com tanta preguiça... e é por isso que eu não saio de casa. Não estou mais a fim de coisas que terminam, hoje eu só quero algo que continue amanhã. E no meio dessa bagunça toda, eu me pergunto: Onde é que eu acho mesmo?


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

DISPERSOS nº 01



O cérebro tem mais células do que nossa galáxia tem estrelas.
E o corpo tem 72% de água. Por isso, onde quer que vá, beba água.
Pois o coração é o músculo mais forte do corpo humano.

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