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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Meu primeiro beijo em um garoto (Como eu contei para a minha amiga Sandra)

Após uma boa e longa conversa com uma amiga, no final de semana, sobre a inocência de um primeiro beijo, decidi escrever sobre o meu. Ao começar a ler o texto, tenha paciência, sobretudo tempo. Pegue pipoca, pois é uma boa e longa história...



Eu tinha 15 anos quando conheci Felipe. Felipe era 2 anos mais velho que eu, e consequentemente 2 anos a minha frente no colégio. Nos conhecemos na era do Orkut (bons tempos) e começamos a trocar scraps até que começamos a nos encontrar todos os dias, no final da aula, na praça matriz de minha cidade natal.

A inocência e pureza de nossa amizade deu abertura para um sentimento até então desconhecido por nós. Felipe e eu começamos a nos falar cada vez mais e nos encontrar todos os dias, cresceu uma amizade até então diferente, não sabia definir com precisão o que eu sentia, a única coisa que eu sabia era que eu não gostava do Felipe somente como amigo. Havia um sentimento maior.

Após algumas semanas de amor platônico, exausto com a situação toda, Felipe pediu para conversar conversar comigo e disse para que eu o esperasse no final da aula, como de costume. Pessoalmente, ele não conseguiu me dizer o que de fato tinha a me dizer, e eu nem se quer me dava conta do que seria. Mas eu também tinha algo a lhe dizer, mas também tinha medo de que isso fizesse com que eu perdesse a sua amizade.

Na época não tinhamos a facilidade de comunicação que um smartphone nos proporciona nos dias de hoje, tampouco um wifi decente ou até mesmo uma banda larga que à disposição. Em 2005, ainda usávamos internet discada. Naquela época, a nossa geração esperava arduamente pelas 00h para que pudessem acessar ao mundo virtual. Nosso meio de comunicação era o MSN messenger (Versão BETA 7.0 – QUE NOSTALGIA) e a rede social, já falecida, Orkut.

Numa quinta-feira à noite, Felipe pediu para que eu entrasse no MSN para que pudéssemos conversar. Era coisa séria. Eu, aflito, entrei. Seu caracter era “Arial – tamanho 12” em cor verde. O meu, verdana, 14, azul marinho. Até disso eu me recordo.

- Preciso lhe dizer uma coisa. – Disse ele.
- Pode falar. – Respondi.
- Mas eu estou com medo de falar e você não querer mais me ver.
- Duvido que isso vá acontecer.
- Eu gosto de você. – Respondeu, sem rodeios.
- Eu também gosto de você, você é meu amigo. – Respondi na inocência.
- Mas eu gosto mais.
- Mais?
- Mais que um amigo. Gosto como namorado.

Aquelas palavras me rasgaram por inteiro de felicidade e eu me encontrei em choque sem saber o que falar ou o que fazer. A única coisa que consegui fazer foi me levantar, subir na cama, pular loucamente, segurando um travesseiro contra o rosto, gritando de felicidade, feito uma adolescente ridícula de filme americano. Quando terminei o show, voltei ao computador.

- Você está aí? Fala comigo. - Era ele.
- Acho que temos algo em comum. Eu também gosto de você.
- E agora, o que a gente faz?
- Eu não sei. Sugestão?
- Vamos começar mudando o status de relacionamento do Orkut.

Sem nos importarmos com os amigos em comum do colégio, nós alteramos, ao mesmo tempo, o status de relacionamento para “Namorando”. Chega a ser engraçado a forma como lidamos com isso naquela época, mas no dia seguinte quando as pessoas me perguntavam eu dizia que havia colocado atoa, mas como sempre, as pessoas intrigadas começaram a procurar saber mais e mais.

A melhor amiga dele, Lais, logo desconfiou e começou a questioná-lo sobre a amizade dele comigo. Minha melhor amiga Sandra, também começou a me questionar sobre o nível de amizade que eu tinha com Felipe. Elas estavam cumprindo arduamente o papel de melhores amigas. A melhor parte é que eu e Felipe haviamos começado a namorar sem ao menos nos beijar, e já havia se passado duas semanas que nos viamos todos os dias e nem se quer nos beijávamos. Era uma coisa tão pura, inocente, e boa que dispensava os toques de malícia.

Um belo dia, ao sair do curso de inglês, fui-me encontrar com Felipe na mesma praça na qual sempre nos viamos no fim da aula. Chegando por lá, conversamos um pouco e ele disse que queria me beijar e que não conseguia mais ficar sem me tocar, aceitando a situação, mas sem saber onde isso poderia ocorrer naquele momento, sugeri que procurássemos um lugar para que pudéssemos nos beijar. Ele aceitou. Após algumas voltas pelo quarteirão, decidimos nos encostar em algum lugar afastado para deixar acontecer o tão esperado beijo.

Meu primeiro beijo, em um garoto, aconteceu encostado em um portão de garagem no caminho do Colégio João Belo de Oliveira. Foi um beijo rápido, não durou mais que 5 minutos, até porque na nossa cabeça estávamos fazendo algo extremamente errado e que ninguém poderia nos ver naquele momento. Eram 6h da tarde e já estava escurecendo, então não havia nenhum perigo. Ao nos despedirmos fui embora feliz e contente, foi o melhor dia da minha vida, eu havia beijado o meu namorado. Era uma coisa tão minha, uma coisa tão única, eu estava louco para contar para alguém, mas ninguém sabia de mim e eu não tinha para quem contar. Foi super horrível guardar um dos momentos mais felizes da minha adolescência só para mim. Não sabendo eu que o meu segredo só duraria uma noite.

No dia seguinte, eu estava ansioso para ir para o colégio e encontrar Felipe no fim da aula. Meu pai sempre disse que eu precisava chegar cedo no colégio, então sempre me levava de carro às 6h30 quando minha aula começava às 7h15. Neste dia, justo neste dia, houve um imprevisto no qual eu cheguei às 7h30.

Foi eu pisar no pátio para ouvir os burburinhos pelos cantos. Todo mundo estava comentando de mim e cochicando me acompanhando com o olhar. O que eu havia feito? Continuei meu percurso até a sala e ainda assim pude ouvir comentários com meu nome, mas ainda não tinha identificado a raiz do “problema”. Sandra sempre sentava na primeira mesa, e eu na segunda. Quando eu cheguei ela juntou a sua mesa à minha e me perguntou em tom baixo sobre o Felipe.

- Você vê o Felipe todos os dias?
- Não. – Menti, sem saber o por que de ela estar me perguntando aquilo.

Ela engoliu seco e teve a certeza de que eu havia mentido.

- É verdade o que estão falando de você? – Questionou ela novamente.
- O que estão falando?
- Disseram que você beijou o Felipe.

Eu entrei em choque. Como alguém havia descoberto, se também o Felipe não havia contado para ninguém? Que estranho. Pensei.

- Que loucura. O felipe é meu amigo.
- Mas é o que estão falando. Falaram que vocês se beijaram, ontem, no portão da casa da Jéssica.

Claro. A casa da Jéssica. Como eu pude me esquecer? Jéssica é aquela “vadia” que todo mundo tem o prazer de conhecer no colegial. Aquela X9 puxa saco de professor que é burra feito uma porta e fracassa em todas as provas e acha que sendo amiguinha dos professores consegue ser salva de repetir de ano. Aquela garota que provoca todo mundo com comentários maldosos que constragem e debocha e ri de tudo ironicamente e em tom alto sendo escandalosa e exageradamente ridícula por se achar a última bolacha do pacote.

Sentiram o meu ódio ao descrevê-la né?! Pois bem, Jéssica havia espalhado para o colégio todo que eu havia beijado Felipe.

- Ela viu? – Perguntei, após entrar em transe.
- Ela quem contou pra todo mundo.

Fiz cara de triste.

- Se isso não é verdade por que te chateia tanto? – Perguntou Sandra.
- Porque o Felipe é meu amigo. – respondi, disfarçando.
- Você precisa se afastar dele para que esses rumores sobre você parem.
- Não vou deixar de andar com alguém só por causa desses boatos ridículos. – Fui grosseiro.
- Calma. – Pediu ela. – Eu só quero poder ajudar. Sou sua amiga.

Pelos corredores, eu via Sandra comprando a minha briga e gritando com o mundo que aquilo não era verdade. Enquanto eu me escondia, ela tentava apagar um incêndio causado por mim, sozinha. Eu via Sandra desmentir pessoas próximas a ela e presenciei algumas pessoas a chamando de protetora, puxa-saco, e apaixonada por veadinho. Não achei justo como ela estava sendo tratada só por me proteger e acabei me afastando dela para que pudesse, de alguma forma, protegê-la.

Perdi  a minha melhor amiga, fiquei com fama de gay no colégio, e terminei na cama, de bruço, com a cabeça enterrada no travesseiro, chorando como se o mundo fosse acabar, ouvindo “Big Girls Dont Cry – Fergie” – que na época estava em alta. – após Felipe terminar comigo, do nada. Eu chorei tanto, acho que nunca havia chorado tanto na minha vida.

Meus dias, após um namoro que me durou 36 dias, se tornaram tristes. Eu não queria encontrar Felipe pelas ruas, com medo do que pudesse acontecer. Eu tremia da cabeça aos pés, meu coração disparava e com ele me vinha uma vontade louca de chorar. E eu não podia desabafar, pois nem meus pais sabiam de mim. Todos os dias que eu chegava no colégio, eu sentia ódio de todas aquelas pessoas que contribuiram de alguma forma para que aquele fato se espalhasse. Eu não conseguia ouvir um riso se quer da Jéssica sem me imaginar arrastando-a pelo cabelo nos corredores do colégio.

Após algumas semanas, numa aula de Química, me levantei para beber água, pedindo encarecidamente à professora para que eu pudesse me ausentar da sala. No bebedouro do colégio, haviam copos descartáveis, e sempre que alguém saia da sala, os alunos pediam para que o colega trouxesse água. Após a permissão da professora Marina, me levantei e caminhei até a porta, quando a abri, Jéssica – com uma voz irritante – perguntou se eu podia trazer água para ela. Por um segundo me peguei parado na entrada sem saber o que falar. Como ela podia? Após tudo aquilo, me pedir para trazer água? Me virei, a olhei nos olhos, e respondi com um sorriso: Gelada ou misturada?

Misturada. Respondeu ela.

Como eu disse acima, nós não tinhamos a praticidade que um smartphone nos proporciona hoje. Sendo assim, peguei meu celular “Samsung – SGH (alguma coisa)” que fazia videos de 30 segundos no máximo, nos permitindo fazer pausas durante a filmagem, e comecei a filmar meu trajeto pelo corredor.

Começou no bebedouro. Pausando o video durante o percurso, peguei um copo descartável, fui ao banheiro, mijeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei riiiiiiiiiiiiiiiiiiiiios e peguei o copo descartável, enchendo-o até a metade, depois voltei no bebedouro e coloquei a outra metade de água gelada. Cheirei. Hmmmm... Ok. Pensei. Faltando 5 segundos para finalizar o vídeo, deixei o celular em pausa, subi para a sala e entreguei o copo à Jéssica. Sentei no meu lugar, e finalizei com 5 segundos ela matando a sede.

A primeira pessoa que viu o vídeo foi a garota mais zueira da sala que começou a gargalhar sem parar. Curiosos, o restante da sala quis ver o que estava no meu celular, então, aproveitando o que a tecnologia da época nos proporcionava , transferia o video para a primeira pessoa por Bluetooth, que transferiu para a segunda, e assim sucessivamente. Todos riam da Jéssica, e ela assim como eu, não conseguia entender o que havia acontecido, até que ela viu o video.

Todo esse acontecimento me rendeu uma manhã na secretaria e 2 semanas de encontro com a piscóloga do colégio, Tais. Como se o problemático fosse eu, após ter dado um beijo gay. Odeio todas essas pessoas até hoje.

Para concluir, briguei com a minha melhor amiga, dei o meu beijo em um garoto, fui feliz por alguns dias, chorei ouvindo Big Girls Dont Cry após ele me dar um pé na bunda, e dei meu mijo pra Jéssica tomar. Quer desfecho melhor para uma vadia-fofoqueira-infeliz-pau no cu?

E eu não sei se interessa vocês, mas Sandra ainda é a minha melhor amiga, e após todo o acontecimento, sentamos, no dia da ceia do natal (naquele ano) e eu contei a ela toda a verdade. Que eu namorava o Felipe e que eu era Gay. Minha amizade com ela, desde então, se tornou muito mais forte e verdadeira. E esse só foi o início de longas e boas histórias que temos à contar. E eu espero que Jéssica tenha me perdoado, afinal, chumbo trocado não dói.






sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Pelo meio do caminho.



Amar é quando você senta para escrever, se depara com o notebook descarregado, o pega para levar até o carregador e quer também carregar com todas as mãos um teclado USB conectado, com fone de olvido ligado no celular no celular e também nas suas mãos, e pra completar um copo de coca-cola de 500ml. Você quer levar tudo isso nas duas mãos, sabendo que vai dar merda, cair tudo pelo chão, e mesmo assim tentar carregar todas essas coisas nas duas mãos, cinco dedos, para fazer somente uma viagem até a cama. É saber que pode aguentar tudo, mesmo sabendo que pode dar errado durante o percurso. Amar é quando a gente vai com tudo, com medo, e na incerteza, metendo a cara na possibilidade de dar certo sabendo que talvez poderia não dar. Mas foda-se, amar é descobrir-se pelo meio do caminho.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

É. Ele vem.

Livre, leve, e solto, ele caminha. 
Com um sorriso largado e olhar independente ele se esbanja. 
Com andar jogado e firme ele se condena. 
Com livres lindos apelos ele convém. 
Com grandes belos sonhos ele mantém. 

Ele sonha. 
Ele voa. 
Ele ama. 
Ele vem. 
Ele volta.
Ele vai.

Ele vem.
Ele vem?
Ele vem!
Ele vem.
É, ele vem...

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Vem ser meu.


Eu sinto falta de você. Sinto falta do seu sorriso, dos nossos planos, dos nossos beijos, dos teus abraços, dos teus braços. Queria poder voltar ao tempo e lhe segurar dizendo que louco seria eu se te deixasse desistir de tudo e que maluco seria você se não acreditasse que são era eu em te convencer que teriamos sido feitos um para o outro. Sinto falta, sinto calado, sigo teus passos como posso. Sigo aqui, sem você. Quando puder me mande notícias, diga que sente a minha falta também. Eu era tão seu e você era tão meu. Quando foi que a gente se perdeu? Vem me achar, vem ser eu, vem ser meu de novo e de novo e de novo. Mais uma vez...

quinta-feira, 24 de abril de 2014

RESENHA: O oceano no fim do caminho


Estava eu, em horário de almoço, pelo shopping, voltando ao trabalho, quando me deu na cabeça “Preciso ler um livro”. Não hesitei em parar na primeira livraria e ver a bancada de “mais vendidos”. Olhei rapidamente, porém atento a todos eles, e um em especial me chamou a atenção.

Capa azulada, título propício, uma garota se afogando na água. Virei para ler do que o livro se tratava, e em quatro linhas o autor havia resumido todas nossas lembranças de infância. Indagado, comprei logo o livro e comecei a lê-lo pelo caminho.

A escrita é em primeira pessoa, facilmente de se identificar, o autor não dá nome ao personagem principal, o que o aproxima ainda mais da ideia de ser um livro biográfico.

A estória começa com um homem voltando à cidade onde nasceu para um funeral, por um segundo, ele sai do funeral, pega o carro e percorre o caminho para chegar onde morara quando tinha 7 anos de idade. Estacionando o carro próximo a um lago, ele desce, olha fixamente para o nada e começa a se lembrar de sua infância. É aí que toda a emoção se dá partida.

O personagem tem 7 anos, apaixonado por livros, e excluído no colégio por não ser igual aos outros coleguinhas. “Rejeitado” pelo pai por não ser como os outros meninos que praticam algum tipo de esporte, aliás, ele troca qualquer tipo de esporte para ficar trancado no quarto lendo livros. Uma bela noite, seus pais reúnem ele e sua irmã na mesa de jantar para conversarem sobre algumas mudanças necessárias no cotidiano da família.

O pai explica que será necessário alugar um quarto da mansão para ajudar nas despesas da casa, uma vez que andam enfrentando dificuldades financeiras. O quarto é alugado por um mineirador rico Sul Africano que por ter muito dinheiro e se sentir infeliz, se mata dentro do carro da família do garoto. 
Logo na sequência, nós conhecemos a fazenda hempstock, onde moram 3 mulheres. Lettie Hempstock, Ginnie (mãe de Lettie) e a velha Hempstock (vó). Enigmática, Lettie leva o garotinho para a fazenda e o apresenta um mundo fantasioso (ao estilo de Nárnia), no qual ele conhece vários animais de outro mundo e fica encantado com tudo o que vê.

Após voltar da fazenda, ele leva consigo, sem saber, Ursula Monktom. Nail Gaiman, consegue nos trazer o terror as cenas nas quais Ursula aparece e consegue nos prender do início ao fim sem nenhuma dificuldade. Sua narração não é cansativa e os fatos são facilmente explicados e a sensação é passada aos leitores de uma forma que os faça sentir o que os personagens sentem.

Fiquei extremamente encantado com o livro, o li em uma semana. Teria lido-o em um ou dois dias, porém, pela falta de tempo não pude. Infelizmente. Mas o li com calma e já o indiquei a maioria de meus amigos, porque o livro é simplesmente foda.

Agora você deve estar se perguntando: Mas por que “O oceano no fim do caminho?”

O oceano na verdade é o nome dado a um lago, que por sua vez é do tamanho necessário que precisa ser.

O Oceano no fim do caminho nos traz lembranças de nossa infância e caso você tenha a vivido nas décadas de 60 ou 70, facilmente irá se adaptar aos fatos narrados. Particularmente, não tive problemas em me encaixar em alguns dos sentimentos de um garoto de sete anos. Pude entender, sem nenhuma dificuldade, seus traumas e causas e mergulhar sem medos no Oceano.

terça-feira, 25 de março de 2014

OVER


Sinto meus batimentos se acelerarem num arrepio que me rasga dos pés a cabeça. Minhas pupilas dilatam. De repente me sinto no auge de uma loucura insana. Meus olhos trincam e sinto todo o meu corpo formigar. Viajo nos detalhes e fico neurótico. É como se o mundo todo conspirasse contra mim. É como se não existisse nada além de mim. É como se não existisse mais nada além dos detalhes. Percebo a vida com outros olhos. Meus sentidos ficam mais apurados. Não toque em mim, por favor. Exclamo. Ouço a mesma música várias vezes no mesmo dia. Que sensação gostosa. Essa é da boa. Onde arrumou? Me perguntam. Não sei explicar, a emoção é muita. Não sei explicar. Não sei me explicar. Sorrio. Apenas rio. Um riso feliz. Tão eu. Tão forever. Tão para sempre. Queria que essa onda durasse eternamente, mas pedir que todas essas sensações enganosas percorram por minhas veias para sempre é pedir demais. É pedir muito. Meus olhos trincam. Meu olhar cai. Meu olhar se aperta. Ando sorrindo por aí. Me esquecendo de coisas. Prestando atenção nos detalhes. Falando coisas com coisas. Frases dispersas. Palavras soltas. Endenteu? É que parece droga, mas é amor.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Metade.



Metade de mim quer você pra mim!
Metade de mim não quer você pra mim!
Metade de mim quer sorrir ao ver você sorrir todos os dias pela manhã!
Metade de mim quer somente acordar e sentir o conforto de seu belo peitoral!
Metade de mim arrancaria todos os sentimentos de meu peito e os jogaria em cima de você!
Metade de mim pede para esperar o tempo passar.

Todas as metades de mim ficariam em certo por metades e se tornariam quatro metades se você não me somasse por inteiro.
Todas as metades de mim querem ser uma metade para que com sua metade se tornem por inteiros.

Para que eu e você
Para que eu e
Para que eu
Para que
Pare!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Universo, conspire!


Negro céu. Escuras nuvens que me trazem frescor. Estrelas incertas que brilham picadas pela imensidão me dão um certo ar de tranquilidade. O vento percorre pelas narinas e preenche todo o meu corpo em um fluxo só. A areia por baixo dos meus pés invadem os espaços entre meus dedos descalços. Não sei o que me trouxe aqui. Minha cabeça está confusa. Está vazia. Não peço nada hoje. Não quero nada hoje. Só por hoje, eu não peço e nem quero nada. 

Só por hoje, tento ser um menino bom. Sem expectativas busco por alguns cantos algum vestígio que possa me salvar dessa imensidão que me devasta. O som das ondas se quebrando ecoa em meus ouvidos e me faz perceber o silêncio da noite e a dispersão em minha cabeça. Me canso. Rápido, é hora de voltar pra casa. Me viro. Sigo. Ouço passos pela areia. Você?! Você! Não o conheço. Nem nunca o vi. Mas serei breve em descrever o seu olhar perdido e caído. Seus olhos castanhos escuros, não pretos, embora pareçam. O cabelo é escuro, precisando de um corte, um pouco grande, da forma como você gosta. Acredito. Te seguro pelas mãos. Não sei porque fiz isso. Você para e me olha. Diz que precisa ir. Eu faço você ficar. Me aproximo. Você permite. Então te beijo. Você beija de volta. Envolvo todo o seu corpo em um abraço só, como se eu pedisse ao universo que nunca conspirasse para que fizesse você partir. Como se eu pedisse encarecidamente que eu nunca fique em pedaços e você por inteiro ao final. 

Eu que, não pedia nada essa noite, estava pedindo tudo. Tudo. Estava pedindo você. E se isso não for pedir demais, eu só quero que fique comigo por uma noite a mais. Conspire! Conspire! Conspire! Respiro fundo, e peço mais uma vez. Vejo você partir. Camisa surfista azul clara e bermuda bege. Perdido. Caminha. Olha para trás. Abaixa a cabeça. Eu peço mais uma vez. Conspire!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Os marginaizinhos amarrados ao poste!



Atualmente, tenho visto bastante notícias sobre "pessoas" que se deram mal ao tentar um ato criminoso e foram detidos por população. É claro que isso não é um fato recente, até porque sempre aconteceu em diversos lugares do país. Porém, este tema tomou uma certa proporção devido ao adolescente negro que foi amarrado ao poste por um grupo de pessoas que se nomearam "justiceiros".

Depois deste acontecimento, tivemos um video circulando pelas redes sociais com o depoimento de uma repórter do SBT, na qual ela não dizia, na minha opinião, ser a favor do fato em si, e sim totalmente a favor da forma com a qual as pessoas se defenderam de um "marginalzinho" (nome dado à ele em seu video, logo após concluir que o "adolescente negro" tinha passagem pela polícia por assaltos).

Pra quem não sabe e está completamente por fora da situação. Esta foi a fala da reporter após abordar a notícia:

"O marginalzinho amarrado ao poste era tão inocente que em vez de prestar queixa contra seus agressores, preferiu fugir, antes que ele mesmo acabasse preso. É que a ficha do sujeito está mais suja do que pau de galinheiro. Num país que ostenta incríveis 26 assassinatos a cada 100 mil habitantes, que arquiva mais de 80% de inquéritos de homicídio e sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível. O Estado é omisso. A polícia, desmoralizada. A Justiça é falha. O que resta ao cidadão de bem, que, ainda por cima, foi desarmado? Se defender, é claro! O contra-ataque aos bandidos é o que eu chamo de legítima defesa coletiva de uma sociedade sem Estado contra um estado de violência sem limite. E aos defensores dos Direitos Humanos, que se apiedaram do marginalzinho preso ao poste, eu lanço uma campanha: façam um favor ao Brasil. Adote um bandido!"


A maioria das pessoas criticaram Rachel Sherazade por falar todas essas palavras sem esboçar nenhuma emoção e com tamanha frieza. Disseram até que a emissora estava apoiando a violência, etc. Diversas opiniões contra e a favor surgiram por todos os lugares. Eu, particularmente, fico completamente chocado com as pessoas que criticam e discordam da atitude que estes brasileiros tiveram ao abordar um criminoso.

Em minha timeline, ao ver alguém postando algo do tipo, mostrando uma opinião sobre os casos dos justiceiros que começaram a se alastrar por aí, revirava os olhos. Eu revirava os olhos porque a maioria das opiniões que eu lia era completamente contra a atitude. Para essas pessosas, nós devemos ficar quietinhos, na nossa, esperando com que o bandido faça o que quiser conosco e ainda ficar de braços cruzados aguardando que a justiça divina (vinda pela polícia e estado) seja feita. O que muitas vezes não acontece. 

Violência gera violência. Adianta bater no bandido? Não. Não adianta bater no bandido. Até porque após o ocorrido, surgiu novamente um noticiário que o mesmo "marginalzinho" fora pego assaltando um casal de turistas em Copacabana (Zona sul, RJ). Talvez a atitude da população, em amarrá-lo pelo pescoço com uma corrente de bicicleta, tenha o revoltado ainda mais. Ou talvez não tenha sido o suficiente, creio eu. 
Pobre coitado. 

"Acho um absurdo" São essas as palavras que eu ouço por algumas pessoas que eu questiono sobre a opinião do caso. Elas acham extremamente desnecessário amarrar um bandido pelo pescoço ao poste. Eu também acharia um absurdo arramarem uma pessoa ao poste, pelo pescoço, SEM NENHUM MOTIVO APARENTE. Acho completamente aterrorisante. É coisa de outro mundo. 

Mas eu pergunto a todos eles:

"Se este garoto tivesse feito algo com você, antes de ser amarrado ao poste, você acharia desnecessário e mesmo assim seria contra o ato dos justiceiros?"

As pessoas pensam por alguns segundos e confirmam com a cabeça rigidamente se mantendo em suas opiniões.

Exagero ainda mais:

"Se este garoto, tivesse assaltado alguém da sua família, o seu pai, por exemplo, e tivesse arrancado a vida dele. Você ainda assim seria contra o ato dos justiceiros?"

O silêncio e a pausa para pensar é ainda maior, mas é só ter um senso e ver nos olhos que opinião formada é coisa na qual algumas pessoas não voltam atrás. Elas confirmam com a cabeça, se mantendo novamente em suas opiniões.

Fico mudo.

Respeito completamente a opinião das pessoas. Até gosto de ouví-las. Juro. Mas isso não quer dizer que eu tenho o direito de aceitá-las ou me permitir pensar igual. Assim também funciona por um outro lado. Não forço ninguém a aceitar as minhas, mas acho que temos que ter ao menos argumentos que justifiquem nossas opiniões. Quando questiono, eu busco por justificativas no intuito de fazer com que as pessoas se enrolem. E eu, logo em seguida, jogue os meus argumentos para fazer com que a pessoa se cale e pense. No minímo vou ouvir coisas que irão certamente acrescentar no meu ponto de vista.

Por que eu estou escrevendo esse texto? 

Você certamente deve estar se perguntando agora. 

Eu estou escrevendo este texto porque hoje vi em um jornal a seguinte notícia "Bandido é preso por população local após assalto". Ao clicar no link, me deparei com um video registrado por testemunhas, na qual mostrou algumas pessoas em volta do bandido que estava amarrado ao chão aguardando a chegada da polícia. Mais ou menos 10, das 30 pessoas, estavam pedindo para que desamarrassem o ladrão. As outras relutavam bravamente agredindo o pobre coitado que, acoado, ficou sem reação. Não é difícil concluir que, nesse "Solta e não solta" houve um tumulto entre essas pessoas e as mesmas começaram a brigar entre si. Umas a favor, e outras conta. Como num julgamento público.

Rapidamente procurei pelo Google outras informações relacionadas ao tema e me deparei com várias, as quais me fizeram tomar um certo nojo da mídia, pela forma como elas abordam certos acontecimentos. Li notícias com os temas:

"Adolescente negro é amarrado pelo pescoço NU em poste."

"População espanca homem amarrado ao poste"

"Jovem é preso ao poste por população"


Nenhuma citando "Bandido é amarrado pelo pescoço, NU, em um poste." Talvez se o tema começasse dessa forma, a visão de algumas pessoas ao clicar pelos links já seriam breviamente formadas.
Meu pai foi assaltado três vezes, e em uma dessas vezes por dois caras que quase tirou a sua vida. Só não tirou porque ao roubar o seu carro, ele se fingiu de morto no meio do mato, porque senão, assassinado seria. Eu e minha família desejamos todos os dias que a justiça fosse feita com esses dois cidadãos, porém também ansiavamos pela morte dos dois. O que não justifica.

Mas quanta hipocrisia de todos vocês. Hoje, voltando do trabalho, pensei com meus botões:

"Quando Alexandre Nardoni jogou a tal garotinha da janela de um prédio, todo mundo desejou a morte do cara de uma forma bruta. As palavras e anseios da população foi assustadora. O mesmo aconteceu com os assassinos que arrastaram o João Hélio por não sei lá quantos kilômetros por aí. E agora estão protegendo um criminoso que roubou um celular, e sabe-se lá quantas coisas a mais não deve ter passado a mão por aí."

Me pergunto. O que difere Alexandres nardonis "da vida" dos marginaizinhos amarrados aos postes por aí? Ambos cometeram crimes, claro que não na mesma proporção, mas o suficiente para colocarmos os dois no mesmo patamar. Ah, já sei, um jogou uma criança pela janela e o outro roubou somente um celular.

Matar é roubar, e roubar é matar. Tudo igual, sem distinção. 

É contraditório pensar que vocês protegem "ladrão" e julgam "assassinos", mas é que pimenta no olho dos outros é refresco. 

Conselho, quando pingar no teu, e arder, talvez o discurso seja outro.



sábado, 15 de fevereiro de 2014

VEM COMIGO!



- E se eu batesse na sua porta agora dizendo que eu cometi um crime e que eu não posso explicar nada, mas que no caminho você entenderia tudo, que eu iria fugir agora, porque eles estavam atrás de mim e queriam usar você como isca. Você viria comigo? – Ele perguntou.

- Eu espantaria. E sem perguntas, correria até o meu quarto, abriria o meu guarda roupas, passava a mão rapidamente por todos os meus cabides, jogaria naquela mala verde do meu tio, pegaria a minha pulseira. Fecharia o zíper da mala. Tiraria o meu pijama, e vestiria aquele meu vestido vermelho. Soltaria o meu cabelo. Colocaria uma rosa por trás da orelha. Te olharia enquanto você me via boquiaberto e espantado ainda na porta do meu apartamento. Seu olhar era de um cara “tonto”. E então, eu pegaria a arma do meu pai que fica em cima daquele armário, o jogaria em seu peito. Você o pegaria. E eu diria “Vamos dar o fora daqui!”. – Ela disse imediatamente sem medir as suas palavras.

Ele a olhou no fundo de seus olhos. Ela retribuiu aquele olhar. Um degrau acima, era essa a distância entre aqueles dois corpos. Ele na porta de seu apartamento. Ela, do lado de dentro, no vão da porta. Um pé para fora e outro para dentro. Uma aflição que o fazia olhar para todos os lados daquele corredor com pouca claridade. Ela estava calma.

Silêncio.

Respiração ofegante.

O som da gota d’água, da torneira do banheiro, ecoava em seus ouvidos.

Foi quando ele disse rapidamente.

- Olha, eu não posso te explicar agora. Eu cometi um crime. Você precisa vir comigo, eles querem me achar e vão usar você como isca. Foge comigo?

Os dois se olharam por alguns segundos até que começou toda a correria, em exatamente 47 segundos, ela já estava o beijando na porta de seu apartamento.

- Vamos dar o fora daqui! – Finalizou ela.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Resenha: Todo Dia - David Levithan



A Capa é um tanto curiosa. Um garoto flutuando entre nuvens e uma menina sobrevoando acima delas aparentemente feliz. Todo dia. Ao ver este livro nas prateleiras de uma livraria me senti indagado e obrigado a folhear, logo na primeira página já me deparo com a narrativa do autor “...Acordo. Imediatamente preciso descobrir quem sou. Não se trata do corpo, de abrir os olhos e ver se a pele é clara ou escura, se o cabelo é comprido ou curto, se sou gordo ou magro, se sou garoto ou garota. O corpo é a coisa mais fácil a qual se adaptar quando se acorda em um corpo novo todas as manhãs.”. Este trecho me despertou uma certa curiosidade, ao prosseguir pelos capítulos vi que realmente a voz (personagem principal) acordava em vidas diferentes todos os dias. Me senti no direito de leva-lo pra casa, até mesmo para descobrir até onde iria a criatividade do autor ao ponto de escrever 300 páginas e conseguir prender leitores no desenrolar da trama por capítulos curtos onde nos quais são histórias novas com personagens diferentes. Não me arrependi.

Posso dizer, munido de coragem, que este livro é no mínimo reflexivo. Nos faz pensar. Nos faz refletir sobre nossos problemas e nossa vida. Nossos amores. Família. Amigos. O personagem central tem voz masculina e é identificado por “A”, ele acorda todos os dias em corpos diferentes desde que nasceu, independente do sexo, ele se vê em corpo de meninas e meninos na casa dos 16 anos de idade, gordo, gorda, negro, doente, drogados, problemáticos, depressivos, malvados, psicopatas, transgeneros, gays, lésbicas, etc.

Logo no primeiro capítulo nos deparamos com a história de Justin, um garoto completamente babaca e egoísta no qual ele habita por 24h. Justin tem uma vidinha medíocre e uma namorada super fofa, Rhianom. A qual ele não dá valor. Durante o tempo (dia) em que "A" vive no corpo de Justin, ele tenta fazer com que a garota se sinta especial, fazendo todas as coisas contrárias que Justin faria. Como se esperado, "A" se apaixona por Rhianom, por simplesmente conseguir ver o interior dela e perceber nos detalhes a grande namorada que ela é para Justin. Justin, por sua vez, se torna um namorado atencioso, carinhoso, exemplar (por 24 horas). O que desperta uma certa desconfiança em Rhianom. Justin nunca foi assim. Por que está assim hoje? Por que está faltando às aulas para levá-la a praia? Por que está recusando o sexo animal e preferindo carinhos e beijos apaixonados? A noite vem, e Justin deixa Rhianom em casa. Ela faz planos para amanhã e Justin (Ou A) simplesmente diz que amanhã seria um outro dia. Sabendo que, não teria controle sobre o corpo de Justin no dia seguinte. O que acontece.

Os dias passam e após inúmeras tentativas de se reencontrar com Rhianom nos dias posteriores (em corpos diferentes) ele acaba se envolvendo ainda mais com ela e contando toda a verdade criando assim um laço de cumplicidade e amizade, o que envolve Nathan, um garoto que acordou dentro de seu carro num acostamento numa estrada no meio do nada, em pânico.

Dentre todas essas vidas dispersas em capitulos curtos e diferentes, nos deparamos com vários personagens maravilhosos que marcam os leitores e a vida de "A" de uma certa forma. Temos a garota que é a irmã cumplice do irmão drogado. Um garoto brasileiro gay que está prestes a terminar com o namorado. Uma menina depressiva prestes a se suicidar. Um nerd. Uma garota popular do colégio em estilo "mean girl". Uma garota extremamente linda e atraente. Um garoto extremamente lindo e atrante. Um garoto nada lindo tampouco atraente. Atletas. Obesos. Negros. Ricos. Pobres. Satisfeitos. Famintos. Acidentados. Alejados.

Vale ressaltar que cada personagem tem a sua história e seu drama, e "A" mesmo sabendo o que poderia fazer para ajudar essas pessoas, ele tenta não interferir, não fazer nada, justamente pelo fato de que a vida não é dele. E seria egoísmo de sua parte ele tomar alguma decisão por conta própria que traria consequências no dia seguinte, por talvez, a vida toda. Nós, como leitores, nos pegamos aflitos em algumas partes roendo as unhas nos questionando se ele fará algo ou não. Mas é preciso ter um bom senso para entender as decisões do personagem.

O livro é difícil de prender a sua atenção até a página 100, depois que passa, você simplesmente não consegue deixar de lê-lo. É uma leitura gostosa e rápida, e eu super aconselho justamente por me arrancar risos e lágrimas em algumas histórias. Ele nos faz torcer pelos personagens e por suas vidas, mesmo que somente por um capitulo, ou 24 horas. Mas a companhia e os encontros de Rhianom com "A" nos faz não querer abandonar a leitura.

Li algumas resenhas pela internet e a maioria diz não ter gostado do desfecho dado pelo autor. Eu, pelo contrário, super achei justo e válido. Até porque não teria como dar um final diferente para a história. Achei lindo, fofo, tocante e emocionante. Conseguiu me arrancar lágrimas e dizer em voz alta "NÃO".

Obrigado David Levithan, por abrir nossa mente e quebrar todos nossos pré conceitos nos colocando na perspectiva de vida de pessoas nas quais nós repudiamos e julgamos por, nem que seja, alguns minutos ou segundos de nossa existência. Obrigado por nos mostrar que olhando com mais carinho uns para os outros a vida pode ser mais bela e que sempre temos a aprender com a pessoa ao lado e que a matéria não nos vale de nada quando a vida pode ser perfeita. Sobretudo, por narrar nas páginas final que o amor é hipocrisia inventada que não supera tudo e nem honra as promessas feitas do passado e que  esse sentimento todo tem um fim caso sua aparência mude constantemente, e que somente nossa família e alguns amigos vão nos respeitar e nos amar da forma que somos.

Obrigado!







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