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Seguidores do Rey

domingo, 22 de janeiro de 2012

RAINBOW (Parte I)


    Era manhã de sábado, o sol brilhava, os pássaros cantavam lá fora, e as crianças gritavam pela rua. A luz do dia invadia o quarto azul bebê de um homem na casa dos trinta, deitado em uma cama de casal, de barriga pra cima, como quem pensava no que faria ao levantar dali, era com neutralidade e conformismo que Tony fazia aquela expressão de perdido, era como se ele se sentisse assim todos os dias.
  
   Antony parecia feliz, tinha uma casa perfeita, um carro perfeito, uma família quase perfeita, e um casamento perfeito. Nada faltava a ele, até que acordou naquela manhã e viu que o lado da esquerdo da cama de casal estava vazia. Ao se levantar da cama, Tony sentou-se na beirada da cama, e como de costume, passou a mão nos cabelos, olhou pela janela, suspirou fundo, esticou a mão até a cabeceira para pegar o roupão, vestiu, e procurou por suas pantufas por baixo da cama.
   
   Tony caminhava pelos corredores de sua casa lentamente, xiando os pés pelo chão, lembrando dos últimos momentos que tivera com o seu parceiro. De quando chegaram ali, de como chegaram nas brigas, e como foi o término. Apesar de tudo, ele era um homem que ainda estava querendo se encontrar, era um homem que não sabia o que queria, que não sabia onde chegaria, era um homem incostante.
   
   Ao se formar no segundo grau, ele começou um curso escolhido pelos pais, passou dois anos cursando Administração de empresas, depois abandonou o curso, e começou Artes; o que também não era sua praia. Tony se tocou de que não queria artes por causa de suas notas em Artísticas no colegial que sempre foram mínimas, foi aí que Tony decidiu cursar Medicina Veterinária, conseguiu uma bolsa, e arrumou suas coisas para finalmente sair de casa, no caminho para Universidade Tony se tocou de que estava fazendo uma grande burrada, parou onde estava, pediu para que descessem as malas e voltou para sua casa. Então Tony conheceu um homem determinado e que sabia sempre o que queria, os dois se completavam, o relacionamento foi flores, até o terceiro mês, quando Tony decidiu sair do trabalho e trabalhar em casa. Como não deu certo, tony começou a procurar por concursos, o qual finalmente teve sorte.
  
  Naquela manhã de sábado, Tony regou as flores de seu parceiro, alimentou Tobby – seu cachorro – e levou Amber – a gata – ao veterinário; ela estava com uma virose de rua à uma semana, e não fazia mais nada além de miar todas as noites. Ao voltar para casa Tony arrumou o tapete da sala que amanhecia sempre bagunçado por causa de seus dois animais, ligou o som em uma rádio local e subiu as escadas para começar a encaixotar suas coisas. Ele agia como se fosse sair de casa, como se fosse deixar aquilo tudo para trás, e era o que ele realmente queria; sair daquele lugar. Após perder o emprego e o parceiro; que o trocara por outro rapaz mais novo e estabilizado.
    Em uma das caixas colocou o nome de seu parceiro para que ele abrisse quando achasse; se um dia achasse, ou se um dia voltasse àquele lugar. Todos os cantos da casa trazia más lembranças, boas recordações também, mas infelizmente as más eram ainda maiores.
Após tudo feito, Tony sentou-se em frente a lareira com uma caixa pequena de aproximadamente quarenta centimetros, e abriu um papel A4, era uma carta já lida, e relida por ele na noite passada. E então Tony novamente viajou naquelas palavras, nas palavras do homem que passara trezentos e setenta e três dias exatos ao seu lado.

Tony,
Me desculpe pela forma como nosso relacionamento acabou, como isso aconteceu, me desculpe. Eu não queria ter chegado à esse ponto, mas penso que quando ficamos juntos por vinte dias, cometemos um erro em começar a morar juntos, nós não tinhamos base para isso, tanto no relacionamento quanto no lado pessoal de cada um. Me desculpe também por sair assim sem me despedir, eu não sabia como olhar para você depois do que eu fiz, e acima de tudo me desculpe por estar escrevendo todas essas palavras que deveriam ser ditas olho no olho, face à face, e eu decidi me recuar e me tornar um covarde e decidir escrevê-las à você. Quero que saiba que todo esse tempo que passamos juntos realmente significou para mim, porém eu nunca te amei, eu tentei, e como eu tentei, mas fora sem sucesso, assim como você em todas as suas tentativas frustradas de ingressar em uma faculdade. Eu sei que esse exemplo foi idiota, mas foi franco.
Enfim, quero que veja em mim um amigo, quero que possamos ser amigos depois disso tudo, me desculpe por fazer você chegar do trabalho e não me encontrar em casa, mas é que era a minha chance de ser feliz ao lado de Edgar, eu tenho com ele a certeza daquilo que eu nunca tive ao seu lado, a certeza de que podemos sim, amar de verdade.

Espero que me perdoe, que acima de tudo se encontre, e que encontre alguém merecedor de todo seu amor, porque sinceramente, eu não sou.
                                    Beijos, Léo.


    Era  uma carta de amor, ou desamor, só era uma carta que finalizava uma vivência e iniciava uma outra história. Uma carta que destruiu um homem com sonhos que até então eram desconhecidos, mas Tony era do tipo que entrava numa estrada, ia até a metade e virava em outra curva, e ele estava disposto à chegar até o final desta vez. O triste homem abriu a caixa, tirou um objeto e olhou naturalmente para ele em suas mãos, levou lentamente até a cabeça e decidiu dar continuidade ao que estava disposto a fazer.
    Era um dia ensolarado, as crianças gritavam pelas ruas, pessoas saiam para curtir o final de semana, amigas iam ao shopping, e os pássaros brindavam a harmonia, até que algo; um barulho, um estrondo, um grito de socorro interferisse todo aquele momento. Um tiro ecoou por aquela rua, um homem acabara de tomar uma decisão, a única coisa que ele não sabia era que dessa vez, não teria desistência.

                           ***


Era domingo quando Leonardo recebeu a notícia de que Tony havia dado um tiro em sua própria cabeça. Quando Léo recebia uma notícia ruim ele acostumava a reagir mal. Quando soube que seu cachorro havia falecido, Leonardo desmaiou. Quando recebeu um telefonema avisando que teria de repetir o último período da faculdade, ele teve uma crise nervosa, mas quando atendeu o telefone e recebeu tal notícia sobre Tony...
    Léo estava na banheira de um motel afastado da cidade, era um banho de espumas, bem luxuoso. O quarto estava claro, tudo em silêncio naquele ambiente. Ao chegar ao motel, Léo espalhou pelo quarto o perfume preferido de seu amante, jogou pétalas de rosas pelo chão, e acendeu velas, era uma comemoração, de fato. Impaciente andava por todos os lados até faltar dez minutos para o horário combinado, feito isso, Léo tirou a roupa e jogou as peças pelo caminho que levava até a banheira, e entrou na água morna.
    Relaxando, e deslumbrando o local, o celular vibra na mesa beira cama. Léo tentou ignorar o barulho do vibro sobre a madeira, mas era insistente, ele olhou por todos os cantos buscando por uma toalha, e lembrou-se que havia se lembrado de tudo, menos de tirar a toalha da gaveta. O celular continou ecoando pelo quarto, até que Léo decidisse se levantar da banheira e ir marcando o chão à fora com seus pés molhados.
    O número era desconhecido, Léo achou que era urgência, claro, só podia ser. Quem com tanta insistência ligaria para ele às sete da manhã? Ao pegar o celular, ele fez uma cara de quem não reconhecia o número, esperou mais uns cinco segundos tentando lembrar, o que fora sem sucesso, e então, atendeu.
    Sim, Léo reagia mal a todas as notícias ruins, felizmente, ao ouvir que seu ex parceiro havia tentado se matar sua expressão fora de alívio. Após ficar parado olhando para a banheira que se enchia, como quem olha pra algo, mas não sabe o que está olhando, e nem percebe que está, Léo se levantou e começou a juntar as coisas espalhadas pelo quarto do motel. Tudo que ele menos queria era que Edgar; seu amante, o visse naquele estado.
                        ***

    Kadu era o melhor amigo de Tony, e assim como amigo ele tinha o mesmo jeito de Tony. Kadu havia começado enfermagem e parado na metade do curso, em seguida começou a fazer artes, o que também não foi um sucesso, depois um curso técnico em eletrônica, o que também não foi muito sua praia, e agora Kadu estava procurando um novo hobbie. Kadu era filho de mãe viúva, seu pai falecido em um acidente de carro fora indenizado pelo estado, o que rendeu um bruto de cinco digítos, isso tudo, antes da vírgula.
    Kadu esbanjava dinheiro, era óculos de setecentas pratas, cuecas de cento e cinquenta, sapatos de novecentos... Nunca conseguia guardar dinheiro, até porque ele achava que não precisava. Era um garoto que vivia intensamente, sem medo de voar, de cair, ou quebrar a cara, falava tudo o que pensava, e era espontâneo, o que não agradava Leonardo e seus amigos.
    Todos os finais de semana Kadu pegava o carro de sua mãe para curtir as festas da cidade, sempre com suas roupas descartáveis, e homens descartáveis. Por que homens descartáveis? Veja: Na sexta passada Kadu conheceu um cara cujo era empresário, os dois beberam muito em uma festa, após isso, Kadu foi para a casa do trintão (homem com trinta anos) e o usou literalmente, usou no sexo, na cama, no chão, choveiro... No sábado; Karlos Eduardo já tentou algo diferente, ao visitar sua tia no hospital acabou transando com um enfermeiro no banheiro da sala de espera, isso a tarde. A noite, no mesmo dia, o que era sagrado para Kadu, ele foi para a festa que frequentava toda semana e acabou saindo com dois caras de lá, e voltando com três para casa. Sim, Kadu sabia ser promíscuo.
    Estava tudo aparentemente normal. Kadu estava na cama com três homens após um sexo que durou horas, Kadu gostava de fazer a Cinderela com seus machos – Levantava no meio da noite e saia, deixando apenas seu sapatinho de cristal; seu número.
    Ao se levantar depois de uma noitada regada a drogas e bebidas, Kadu vestiu sua cueca e andou pelas pontas dos pés até a cadeira onde estava jogada sua calça, vestiu-a e tentou em silêncio pegar sua camisa que estava embaixo do corpo de um dos caras que havia saído. Ele, assim como ninguém sabia ser cafajeste, sabia deixar os homens com gostinho de quero mais, sabia colocar doce na boca de criança e tirar. É, Kadu tentou de todas as formas sair em silêncio dalí, até seu celular tocar “Barbie Girl”.
    Apesar de todos seus defeitos, Kadu sabia ter um puta senso de humor, o que ele não sabia era quando poderia usar suas piadinhas...

    - Ele ao menos disse onde guardou a chave do cofre? – Perguntou ao atender o telefone e receber a notícia de que seu amigo havia tentado suicídio.

    ... ou não!


                        ***    

    Certas coisas são feitas por baixo dos panos, são pensadas, planejadas, e replanejadas. Devemos rever o fato e pensar nas suas consequências, porque elas podem dar certo, e raramente até demais; Pedro havia saído de um relacionamento no verão passado, e não havia ficado com outro garoto por conta da faculdade. Assim que formou, Pedro começou a comemorar, mas ele se sentia vazio a cada saída. No restaurante, a comida estava ruim. No bar, o garçom era desatento. Na lavanderia, a mulher era uma pacata. No mercado, o caixa era um burro. Pedro andava estressado, mandava o mundo se fuder, o que ele precisava era extravazar, até que ele se deu conta de que precisava de Sexo.
    Cansado do que já havia vivido, ele queria algo novo, um sexo novo, uma coisa que o fizesse se divertir. Então ligou para a sua melhor amiga e pediu para que ela fosse passar uma noite com ele. E ela, como sempre, pontual, lá estava. Os dois passaram a noite bebendo e rindo do colegial, e contando histórias sobre a faculdade, até sua amiga comentar de sexo à três.   
    Pedro ficara encantado com as experiências de Nicole na universidade, e queria provar. Então os dois tiveram uma ideia, algo sem pensar, algo sem pé e nem cabeça, algo extremamente maluco. Sexo à três.
    Existe uma regra sobre o sexo a três. Se for fazer com o namorado, curta seus últimos momentos com ele, porque depois do sexo, seu namoro nunca será o mesmo. O que eles não sabiam é que quando feito com a amiga, pode sim, ser engraçado e render uma longa e boa história, mas na maioria das vezes assim como o namoro, a amizade, muda.
    Tauro. Era esse o nome do garoto bissexual de vinte e quatro anos por quem Pedro havia se apaixonado, e que agora é o recente namorado de sua amiga, sua melhor amiga. Na primeira vez o sexo foi a três, depois Nicole começou a sobrar no meio dos dois machos, e conforme acontecendo com frequência, Nicole começou a abusar na sedução. A cama havia se tornado um ringue entre os dois amigos, ambos querendo seduzir o macho alpha. Mas como no sexo, assim como no amor, é sempre uma guerra. Se não usado as cartas boas e melhores da manga, a gente perde. E quando a gente perde...
    Ao acordar no domingo, Pedro ligou a cafeteira como de costume, colocou o roupão, ligou o som, e foi com suas pantufas até a porta pegar o jornal, ao fazer isso, se deparou com uma surpresa, havia recebido uma correspondência, um envelope dourado com o seu nome. Ele franziu a testa como se tivesse tido um espanto, visto algo estranho, foi até a cozinha encheu a xicara de café, sentou na sala, e abriu o envelope. É, Pedro não havia perdido apenas um homem, ele havia perdido um ‘marido’, pois Tauro, era mesmo para casar. E Nicole sabia disso.

        “Nicole Padovanne e Tauro Medeiros convidam você para o seu casamento dia...”

    A fúria de um gay havia sido despertada, ao amassar o papel, o telefone toca com uma outra má notícia; Seu amigo havia acabado de dar um tiro na cabeça.

                        ***

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Prateleiras


Pessoas são como livros em prateleiras. Às vezes a gente lê só por prazer. Quando dá vontade a gente estica a mão lá em cima e pega aquele que já estava empoeirado, só pra tirar o tédio, e depois acaba voltando com ele pra lá, afinal, já não fazia nenhum sentido mesmo. Alguns a gente Lê antes de dormir pra pegar no sono, para nos tranquilizar, para fazer algum sentido no nosso dia. Lê por curiosidade. Outros a gente apenas passa os olhos e nem se interessa pela história. Tem aqueles também pelos quais nos apaixonamos pela primeira leitura, aqueles que nos prendem até o final, e que dá até vontade de ler, reler, ler de novo... Há os que nos enganam pela capa e trazem um péssimo conteúdo, já outros nos surpreendem, superam todas nossas expectativas. E vale ressaltar que há também aqueles que a leitura vai ficando cansativa, e a gente nem chega ao final.

E Com tantos livros na minha prateleira, apenas um me desperta o interesse; você.

sábado, 14 de janeiro de 2012


Hoje eu acordei de ressaca. Enquanto procurava desesperadamente por remédios que me curassem em minha gaveta, me lembrei: mas como estou de ressaca se eu não ingeri uma gota de álcool ontem a noite? Não fumei, não bebi, não fodi, nada, absolutamente nada.

Daí  conclui; estou com ressaca de gente. Vontade de vomitar quem não me desceu bem essa semana, vomitar mentiras ingeridas por pessoas próximas, vomitar verdades não ditas, vomitar o que eu quero, vomitar o que eu preciso.

Só hoje eu acordei com uma tremenda dor de cabeça, algo me fez mal ontem a noite, ou talvez ante ontem a noite. Não sei ao certo o que aconteceu, não sei o que aconteceu comigo, com você, com nós, com o que tínhamos. Eu simplesmente não sei.

Sim, hoje pela manhã quando acordei, corri para o banheiro com uma ânsia fatal de vômito. Mas não conseguia colocar pra fora tudo isso, não saia, talvez eu não queria, teria de forçar uma exportação. Enfiei o dedo na goela, e vomitei você!


Cinisco! Um dia acontece com você...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A coisa que eu nunca tive.

Existe uma fase da vida que a gente busca por aquilo que todo mundo procura desesperadamente, e que talvez seja tão desnecessário quanto jogar sal no mar; O pra sempre. Existe também uma fase nessa nossa mesma vida injusta na qual acreditamos achar esse pra sempre; e pra detonar com todas as nossas expectativas, vem o que mais temiamos; descobrimos que o nosso pra sempre não era o pra sempre que a gente achou que seria, não dessa vez, ele só estava de passagem. Hoje decidi escrever, talvez para poder falar tudo o que eu sinto, eu não sei, não sei porque afinal eu escrevo. Talvez seja para me livrar de pesos que eu não consigo sozinho, por isso, posto para que me leiem, e para que possam sentir o que eu sinto, ou não.

Existe uma cena em um seriado (Desperate housewives; o qual é o meu preferido) se não me engano é o último episódio da sétima temporada, no qual Lynette e tom (O casal perfeito aos olhos dos fãs que acompanham a série) decidem se separar por um dos querer controlar mais que o outro. Quando Lynette chega em casa e procura pelas malas de Ton, ela descobre que ele a deixou, em seguida, o encontra na cozinha. Ela espantada então, desce as escadas e os dois tem o seguinte diálogo:

- Onde você estava? - Perguntou ela.
- Tinha ido ao mercado, acabaram as laranjas.

(Silêncio. E Lynette ainda de braços cruzados, e fazendo o que mais sabe fazer; nos emocionar, prossegue)

- Mas suas malas desapareceram.
- É. Eu ia te deixar, mas aí no meio do caminho me lembrei das crianças. Me perguntei qual seria a desculpa que você inventaria para suas amigas quando perguntassem por mim. Me perguntei o que falaria para Penny (filha do casal) e decidi voltar.

(Lynette então começa a chorar calada)

- Quando vi que suas coisas haviam desaparecido, deduzi que você tivesse me deixado. E me perdoe pelo que vou dizer. - Ainda chorando e gesticulando de forma que faça o expectador chorar também. - mas o que eu senti, foi alívio.



E eu mais do que ela sei como é sentir alívio. Hoje me deparei com algo que sempre me rondou, uma desconfiança a respeito de quem eu me relacionava. E acreditem; onde há fumaça, há fogo, e se talvez você não notar, talvez acabe virando cinzas. É isso gente, a gente passa o tempo todo preocupado em o que fazer no amanhã com a pessoa com a qual nos relacionamos e acabamos esquecendo de conhecê-las mais, de tentar aprofundar mais nos sentimentos, na coisa boa de tudo. Eu tentei fazer diferente neste (relacionamento) o que eu não fiz nos passados, e eu simplesmente descobri que o fato de não ter dado certo (com meus relacionamentos passados) a culpa era totalmente minha, se não fosse totalmente era pelo menos a parcela maior. E nesse?! Eu estou aliviado por estar impune desse sentimento de culpa, aquele que a gente sente sempre quando algo dá errado por nossa culpa, sabe qual? Creio que sabem. Fiz tudo para que desse certo, fiz tudo para não pensar no amanhã, não me preocupar com coisas pequenas, fiz tudo para que o namoro decolasse, e decolou, por seis à quase sete meses, mas o voo não vingou. Não houve combustível o suficiente. E agora sinto um estrondo dentro de mim.

Ele gostava de ficção e eu de coisas mais reais; um drama, um suspense. Ele gostava de cerveja e eu sou apaixonado por caipvodka, tão diferentes, e eu que achei que diferença era o que mantia as pessoas unidas. É, no final, eu me rendo, me rendo a entender as pessoas e suas cabeças confusas. O fato é que quanto mais temos, mais queremos. E é aí que fode!

Contudo, peço-me desculpas (isso mesmo. Me peço) por ter criado mais uma vez expectativas em uma pessoa, que mesmo com todas as apostas, não pôde suprí-las. E agora fica a sujeira de um término, mas eu estou com uma preguiça de fazer faxina, me renovar, talvez eu varra apenas pra baixo do tapete, e aí fica tudo bem.





"O que vai volta. Houve um tempo em que eu pensei que você fazia tudo certo, sem mentiras, sem erros. Mas garoto, eu deveria estar louca" (8)

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